domingo, 17 de setembro de 2017

Lutando contra o abatimento


Por Karoline Evangelista
Baseado no capítulo 7 do livro “Lutando contra a incredulidade” do John Piper


“A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre” (Sl 73:26).


Complexo abatimento, que triste é o seu som, soando de um coração cristão, cujos olhos revelam a desarmonia interior. Não se limita à depressão e não é uma simples melancolia temporária, decorrente de um dia ruim. Quanto a depressão, há pessoas que possuem certa predisposição, seja devido a causas genéticas, fatiga ou outras questões de ordem fisiológica, e mesmo, depois de convertidas, elas precisarão lutar contra esse mal. Não é possível dividir o homem de forma a separar o físico do espiritual; sejam quais forem as causas do abatimento, a arma que provoca rendição à tal estado é a incredulidade na graça futura. É preciso erguer-se e lutar! Mas como? O abatimento é um gelo que esfria a alma, queima a pele, e adormece o vigor, é como o céu cinza da poluição, que embaça a visão e dificulta a respiração, é uma sombra negra ou um fantasma branco, odeia cores e ama algemas.

Davi enfrentou o abatimento: “Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim?” (Sl 42.11a). Ele não se rendeu, mas estendeu a sua espada: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus” (Sl 42.11b). Davi negou dar ouvidos ao seu eu abatido, ele pregou à sua alma, criticou seus pensamentos, fê-los assentar e ouvir a Palavra de Deus.

Jesus enfrentou o abatimento: “A minha alma está cheia de tristeza até a morte” (Mt 26.38). Ele lutou, utilizando algumas armas, a saber: pediu a companhia de seus amigos mais chegados (cf. Mt 26.37), expôs a eles a sua dor (cf. v. 38), pediu intercessão (cf. v. 38), orou ao Pai (cf. v. 39), descansou na soberana vontade de Deus (cf. v. 39). O autor aos Hebreus nos afirma que: Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus” (Hb 12.2).

Como enfrentamos o abatimento? Os livros de autoajuda flutuam sobre a superfície, não alcançam a profundidade da alma, no máximo massageiam o ego com suas plumas. Precisamos pôr de joelhos, o nosso eu, diante da Palavra de Deus e a fé nas Suas promessas fortalecerá os nossos corações. Há uma paz plena e eterna, há uma glória futura, há esperança! Em Deus, que é a nossa herança, “há fartura de alegrias e delícias perpetuamente” (Sl. 16.11). Certamente, a fé na graça futura nos concederá um prelúdio do supremo prazer celestial.

Sejam felizes, em Cristo!




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2 comentários:

  1. Que lindo texto!É um bálsamo para as nossas preocupações e fraquezas. Competente e piedosa serva Karoline Evangelista.

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  2. Amém! Glória a Deus! Obrigada pelo comentário, prof. Diana.

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