sexta-feira, 26 de maio de 2017

Narcisista, será que eu sou um?- Diana Lima

Narcisista é a palavra adequada para aquelas pessoas que se amam incondicionalmente, a ponto de adorar a própria imagem, desprezando definitivamente o mundo ao seu redor. Nessa condição, a pessoa jaz, admirada com as virtudes e qualidades que pensa possuir, então morre de inanição, debruçada sobre o próprio ego.

A Bíblia elenca o que sobrevirá aos amantes de si mesmo, os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios,sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus [...]. 2 Timóteo 3:2-4

Estamos cultivando excesso de autoestima, cada dia mais pensamos que somos a primeira e única pessoa mais importante do mundo, “amar ao próximo como a nós mesmos” tem deixado de ser um ensinamento do cerne do Cristianismo e tem passado a ser uma máxima sem fundamento, isso na mente daqueles que vivem para si, sem se preocupar com as necessidades dos seus irmãos.

Desde as concepções doutrinárias, até a forma como algumas pessoas se colocam diante da vida, seu discurso, suas máximas pessoais, denunciam que o ego é inflado, que padece do que podemos chamar de síndrome de Narciso. Todas as intenções são perniciosas, com o interesse sempre motivado pela vanglória (glória vã), vaidade e desejo de ter projeção sobre os outros. O problema é que, quem assim procede poderá terminar na solidão porque com certeza ferirá as pessoas ao seu redor.

Podemos perceber esse comportamento em vários indivíduos, certamente numa simples conversa já conseguimos observar vários indícios: tem a maior inteligência, os filhos mais estudiosos, o melhor trabalho, o carro mais bonito, tudo o que faz é motivo de destaque sobre os outros “pobres mortais”.

Uma pessoa ensimesmada não consegue admirar a beleza da natureza, uma bela canção, não consegue glorificar o Criador, pois, se considera suficiente em si mesma. Por isso que temos tantos conflitos, que poucos conseguem concordar, valorizar o trabalho alheio, “considerar os outros superiores a si” , sim, eis a maneira correta de proceder com o próximo.

Infelizmente, por causa desse excesso de amor a si mesmo as pessoas magoam, pisam nos sentimentos das outras, quando erram, ao invés de pedir desculpas, encontram uma forma de fazer com que o outro se sinta culpado. Nisso tudo, falta amor, perdão, humildade e submissão à Deus; além de um exame das próprias atitudes, quem sabe o diagnóstico está bem mais claro do que se imagina.



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