sexta-feira, 7 de abril de 2017

Lingerie, ops, biquíni!



Por: Karoline Evangelista

“Se sua vestimenta é um chamariz para o seu rosto, Deus se agrada da sua vestimenta. Se sua vestimenta é um chamariz para o seu corpo, isso é sensual, e Deus odeia o que você está fazendo”, disse o sábio pregador Paul Washer, em um de seus sermões, conhecido como “pregação chocante”. Chocante porque palavras como essas esbarram em nosso ego, colidem com os nossos desejos, abalam a doutrina da nossa cultura, destoam a nossa afinação com o uníssono social, nos tiram da boa forma com o mundo. Porém, a fim de vivermos para a glória de Deus, se faz necessário refletir sobre como agradá-lo em todas as nossas palavras, pensamentos, atitudes, comportamentos e, claro, as nossas vestes podem honrá-lo ou desonrá-lo, podem levar outros ao pecado.

Mas... será que existem exceções para vestir-se decentemente? Será que existem lugares onde podemos entrar com um “vale-pecado”, pormos os óculos escuros e bronzearmos a nossa nudez diante dos olhares que naquele local “se tornam milagrosamente santos”?  A nossa cultura nos ensina a afogarmos nossos princípios cristãos na piscina, no mar... pois a água tem o poder de transformar cueca em sunga e calcinha e sutiã em biquíni!!! E lá se vão, arrastados pelas ondas, o pudor, o temor, o amor, o respeito por Deus e por nosso próximo, pecador. Há alegações de que o que difere a lingerie do biquíni é o tecido, sendo assim, uma calça jeans é calça, mas a calça de linho também pode ser chamada de calça? Uma blusa de malha é uma blusa, e uma blusa de renda?

Temos tirado a roupa do corpo e a usado como venda nos olhos para negligenciarmos a Palavra do nosso Senhor Jesus:
Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. Mateus 5:28,29
O comentarista bíblico, William Barclay, escrevendo sobre esse texto do sermão do monte, explicou: “Aqui Jesus expõe a necessidade de, se for o caso, uma intervenção drástica de caráter similar ao de uma operação cirúrgica. Insiste em afirmar que tudo o que seja causa de pecado, ou age para seduzir ao pecado, deve ser eliminado completamente da vida”.
            
            A sensualidade e o contemplar (fitar) aquilo que é lascivo constituem-se pecado! Não é que por sermos cristãos, devemos nos alhear, de forma radical, ao mundo, a oração de Jesus não foi para que fossemos tirados do mundo, mas livrados do mal (cf. Jo. 17.15), o problema é nos conformarmos de tal forma à cultura ao ponto de chamarmos o mal de bem e o bem de mal, e então: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Is. 5:20). É aceitável? É de boa fama? É agradável a Deus? É para a glória de Cristo? Que as nossas escolhas, diante do guarda-roupa, da TV, da internet... passem por esse prumo.
                                                                                                                                                              E o que dizer da falta de coerência nas legendas de fotos sensuais na internet? Especialmente os que se dizem cristãos, deveriam ter a dignidade de evitar colocar versículos bíblicos ou músicas cristãs para fingir uma inocência que não combina com o cenário fotografado. É no mínimo incongruente postar uma foto exibindo o abdômen definido, a hipertrofia muscular... e colocar uma legenda do tipo: "Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores!” (Sl 1:1), ou tentar fingir que quer mostrar a árvore, a borboleta... porque é óbvio que a atenção de todos estará voltada exatamente para aquilo que a pessoa intentou expor e a legenda será motivo de deboche. Se falta decência, que se use a coerência!
                                                                                                                                                                  Até mesmo em casamentos cristãos, a noiva precisaria colocar uma prescrição no convite a fim de definir o traje das convidadas, não com os termos comuns: esporte fino, passeio completo, gala, mas: traje decente, porque convenhamos, há amigas da noiva que vão vestidas com roupas muito parecidas com as que a noiva preparou para usar na lua de mel para o seu marido, fazendo a cerimônia parecer um desfile de traje sensual.  

Contudo, a santidade é um processo, alguns são mais santos, outros menos santos, o que significa que alguns são mais parecidos com Cristo e outros menos, diferente da salvação, que é ação unicamente divina, a santificação requer a participação humana. Não se trata de vestir-se de burca e morar numa caverna, mas vivermos no mundo como cidadãos dos céus, de sermos sal que preserva os velhos e eternos princípios da Palavra de Deus e luz que não se deixa contaminar com as trevas.


Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês. 1 Coríntios 6:20


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