quinta-feira, 2 de março de 2017

No Reino Unido, evangelistas são condenados por pregarem que 'Jesus é o único caminho para Deus'

O Tribunal de Magistrados de Bristol, no Reino Unido, condenou dois evangelistas de rua sob acusações de "ofensas de ordem pública" após eles dizerem que os muçulmanos estão indo para o inferno e que Jesus é o único caminho para Deus.

O promotor do caso argumentou que a afirmação de que Jesus é o único caminho para Deus "não pode ser verdade".

A organização internacional 'Christian Concern' relatou que Michael Overd e Michael Stockwell foram considerados culpados durante o julgamento de quatro dias, por usarem "palavras ameaçadoras ou abusivas, com um comportamento desordenado na audiência ou uma visão de uma pessoa suscetível de causar assédio ou angústia, o que agravou a acusação de ofensa religiosa".

Um terceiro homem que também estava com os pregadores no momento em que eles teriam pregado a mensagem que gerou as acusações, foi absolvido.

Os pregadores insistiram que eles estavam falando a verdade contida na Bíblia, mas o promotor Ian Jackson argumentou que eles "não podem proclamar que o que eles acreditam é verdade".

"Dizer a alguém que Jesus é o único Deus não é uma questão de verdade. Na medida em que eles estão dizendo que o único caminho para Deus é através de Jesus, isso não pode ser uma verdade", disse Jackson no tribunal.

Os evangelistas de rua foram acusados ​​de ofender uma multidão em Bristol, em julho de 2016, dizendo coisas como "Alá não existe" e "todos os muçulmanos irão queimar no inferno", afirmou uma testemunha.

Stockwell tinha citado as palavras de Jesus na Bíblia, dizendo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", e também disse: "Se você está tentando se aproximar de Deus pelo Catolicismo, Testemunhos de Jeová, Mormonismo, a Bíblia diz que você é um Ladrão e mentiroso e um ladrão vem para roubar e destruir, mas Cristo veio para que tenhamos vida em abundância".

Relatos dizem que a multidão reunida em torno dos pregadores ficou agitada por causa de suas observações.

Os pregadores permaneceram detidos por várias horas em uma delegacia e foram liberados, mas as acusações de perturbação de ordem pública permaneceram.


Liberdade ameaçada
Michael Phillips, que representava os pregadores de rua, chamou a acusação de "um julgamento herege moderno, disfarçado de ato de ordem pública".

Overd, também foi acusado de proferir "ofensas" em 2014, quando publicamente denunciou o profeta muçulmano Maomé por ter se casado com uma menina de 9 anos. Ele disse que os pregadores não devem ser impedidos de criticar o islamismo e outros estilos de vida.

"Onde está a nossa liberdade? Se você não gosta do que eu disse, basta seguir em frente e deixar que outros ouçam a mensagem, mas eles querem acabar com a liberdade de expressão", disse Overd.

Andrea Williams, executiva-chefe do Centro Legal Cristão, criticou a decisão do tribunal por sugerir que "citar a Bíblia é uma forma de discurso de ódio".

"A Bíblia e seus ensinamentos são o alicerce de nossa sociedade e proporcionam muitas das liberdades e proteções das quais ainda desfrutamos hoje. Portanto, é inconcebível que a acusação, falando em nome do Estado, possa dizer que a Bíblia contém palavras abusivas que, quando faladas em público, constituem uma ofensa criminal", disse Williams.

"A decisão de hoje afirma que a Bíblia é ofensiva e contém um discurso ilegal, que não deve ser compartilhado em público, o que é uma situação muito séria e estes homens [evangelistas] estarão considerando os próximos passos para desafiar esta decisão", acrescentou.

Com informações guiame.com.br

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