quinta-feira, 28 de abril de 2016

POR QUE QUATRO EVANGELHOS? (Resumo)


A.   W. PINK, Por que quatro Evangelhos? Tradução Helio Kirchheim.
Disponível em http://monergismo.com/arthur-pink/por-que-quatro-evangelhos

Quatro Evangelhos foram inspirados por Deus para apresentar à humanidade o único Salvador. Quem nunca se perguntou o porquê de quatro Evangelhos? Será que um só não bastaria? Quais são as diferenças entre eles? A. W. Pink responde de maneira objetiva, clara e até mesmo emocionante no seu livro “Por que quatro Evangelhos?”. O autor aponta que cada livro focaliza um ângulo peculiar, de maneira perfeita, nos proporcionando visões privilegiadas da beleza de Cristo. Sua majestade, seu serviço, sua humanidade e sua divindade nos são reveladas nesses sagrados quatro Evangelhos escritos por homens apropriadamente selecionados por Deus e dirigidos pelo Espírito Santo. No primeiro capítulo, o autor descreve que o Evangelho de Mateus inicia o Novo Testamento trazendo luz ao mistério escondido no Antigo Testamento, proclamando que “é chegado o reino dos céus” (cf. 3.2; 4.17; 10.7; 12.28). O Messias prometido, O Rei de Israel, O Salvador do Seu povo. Eis a promessa cumprida! Eis Jesus Cristo, o Filho de Davi! É nesse prisma que o Evangelho de Mateus apresenta Jesus. É devidamente neste Evangelho que lemos o “Sermão do Monte”, discurso que evidencia a autoridade do Rei Jesus (cf.7.28,29). O mesmo põe em destaque a adoração dos súditos do Rei, ao mencionar dez episódios em que Ele é adorado (cf. 2.2,8,11; 8.2; 9.18; 14.33; 15.25; 20.20; 28.9,17). E é o único que descreve o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, assentado no trono da sua glória exercendo o grande julgamento sobre todas as nações. Mateus enfatiza: “então, dirá o Rei” e prossegue o relato mencionando sempre Cristo como “O Rei” (cf. 25.31-41). No segundo capítulo, Pink relata que o Evangelho de Marcos apresenta Cristo como o Servo Perfeito. É precisamente ao observar este Evangelho que os obreiros cristãos são plenamente constrangidos pela perfeição do serviço de Cristo. Durante todo o livro se evidencia a constante atividade de Jesus ao lermos: “E logo”, “Depois”, “E”, “De novo”, e termos afins que se repetem muito ao longo das narrações e claramente demonstram o serviço contínuo de Jesus, o caráter urgente de sua missão e a sua prontidão no servir. O toque e o doce olhar atencioso de Jesus são frequentemente mencionados. Este Evangelho contempla no serviço de Jesus a presença de ternura, amor, organização, dedicação, oração, auto sacrifício e a ausência de ostentação. Glorificado seja o Espírito Santo por inspirar Marcos e levar-nos a descer e mergulhar em lágrimas ao nos revelar a impactante humildade, a perfeição do serviço, a ternura do toque e a doçura do olhar do nosso Redentor. No terceiro capítulo, o autor descreve que o Evangelho de Lucas trata de revelar o Perfeito Homem. A manifestação de Deus em carne. Nascido de uma virgem e de vida inculpável. Lucas relata que o Filho do Homem foi rejeitado desde o momento em que “não havia lugar na hospedaria” para o seu nascimento. Neste Evangelho é registrada a genealogia pessoal do Filho do Homem. Somente Lucas relata a história do bom samaritano, na qual a depravação da natureza humana decaída é exposta em contraste com a perfeita humanidade de Jesus. Este Evangelho evidencia a compaixão de Jesus pelos que sofrem. É também neste Evangelho que se menciona, com frequência, Cristo fazendo refeições, constantemente orando e também é o que descreve com mais riqueza de detalhes os momentos de agonia no Getsêmani. Apenas Lucas expõe o Salvador comendo após a sua gloriosa ressurreição. O Filho do Homem é o nosso ideal Representante nos céus. No quarto e ultimo capítulo, Pink expressa que o Evangelho de João trás consigo provas irrefutáveis da Divindade de Cristo, quando nos revela, Jesus habitando com Deus desde a eternidade, criando todas as coisas, afirmando ter poder sobre a vida e a morte,... Ao longo de todo o livro lemos declarações impactantes de Jesus atestando a Sua Divindade. Também lemos a explícita declaração de Tomé: “Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!” (20.28). As reivindicações de Divindade feitas por Jesus ficaram tão claras para os incrédulos, que por muitas vezes atentaram contra a vida de Jesus com a acusação de que o mesmo blasfemava ao testemunhar sua igualdade com o Pai. Não conseguiram mata-lo antes do tempo determinado porque Ele é o Dono da Vida, Aquele que tem autoridade para “a entregar e também para reavê-la” (cf. 10.17,18). Ao observarmos as belezas peculiares de cada Evangelho, resta-nos sermos gratos a Deus por sua perfeita revelação.

Por: Karoline Evangelista / Revisão: Prof. Caio Ferreira


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