sábado, 27 de setembro de 2014

Jesus: poderoso para socorrer os que são tentados




                                                                                      Por Jadson de Paula

                Cristo se identificou completamente com a nossa natureza humana. Foi plenamente Deus, como também plenamente homem. O que não restringiu a Cristo de nos compreender em nossas debilidades, visto que participou de nossa natureza experimentando as fraquezas inerentes do ser humano, todas as circunstâncias que envolvem a vida do homem em seus sofrimentos, dores, angústias, fraquezas e tentações do pecado, tanto quanto as alegrias; ânimos, vitórias, etc. Cristo rompeu com a barreira de não participação de nenhum sentido em nossa experiência humana, pôs sua tenda de habitação no meio do povo “e o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito de Pai” (Jo 1.14). Não há nada que se possa dizer que Deus não esteve ali, ao contrário, Deus esteve sim, na tristeza da morte (Jo 4.34-36), nos limites do corpo (Jo 4.6), na tentação do pecado (Mt 4.1-11),  no temor da ira de Deus (Mc 14.35;36), e muitos outros exemplos; Ele esteve presente e sentindo, e sabe como nos socorrer, por que viveu o que vivemos, mas sem pecado.

                    Como Sumo Sacerdote definitivo pleno e capaz, Ele é a alegria e o nosso refúgio, por nos proporcionar esperança em Seu ofício santo e poderoso na nossa luta contra o pecado. O Cristo que penetrou os céus em excelência e exaltação e com a peculiaridade de ser o Grande Sumo Sacerdote e Filho de Deus, pode ‘se compadecer de nossas fraquezas’ (Hb 4.15). O significado de compadecer-se no grego é de simpatizar-se (Gr.Sumatheo), “ter a simpatia por”, no sentido de compreender as fraquezas. Esta última, (Gr.astheneiais), remete a debilidades morais e físicas as experiências das paixões humanas, impulsos biológicos, as limitações, etc. Cristo não apenas entende, mas pode nos ajudar a vencermos. Pois, naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados (Hb 2.18). As tentações que Cristo enfrentou nós jamais suportaríamos, o termo tentado (Gr. Peirazo), significa ‘tentar com o fim para destruição’. Ele conhece por experiência o que é encarar as tentações, suportou e vivenciou as mais diversas situações no campo dos relacionamentos: Eu, os outros, Deus. Todo este processo Cristo o fez e se identificou conosco.


                   O objetivo geral em todo este processo é servir de esperança para o Seu povo eleito diante da realidade do que enfrentamos [tal qual se fazia presente na vida dos cristãos hebreus que estavam tentados a voltar atrás na fé em Cristo por causa das adversidades]. Sua obra perfeita na cruz proporcionou aos Seus escolhidos o caminho de graça e misericórdia ao Seu trono majestoso. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça (Hb 4.16). Essa é a única vez em toda Escritura em que a palavra trono é remetida a graça. As provisões e operações graciosas estão disponíveis da parte de Cristo aos que se achegarem a Ele em suas fraquezas. Ele edificou uma confiança para o caminho ao trono, (achegarmo-nos, confiadamente), é dar-nos a liberdade de falarmos corajosamente, algo inimaginável a homens fracos e pecadores aproximarem-se de Deus de tal modo. Essa ousadia só pode ser plena nEle, por meio dEle, e por causa dEle. O resultado final é comunicar-nos as bênçãos provenientes dEle jorrando “graça e misericórdia”. A fim de recebermos misericórdia e acharmos graça (Hb 4.16). Dando-nos provisões espirituais e até mesmo físicas para vencermos as tentações do pecado e desfrutarmos de Sua pessoa em excelência e majestade, junto ao Seu trono benévolo de provisões para o Seu povo. 

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