segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Cristãos decidem pegar em armas para se defenderem dos ataques de jihadistas do Estado Islâmico



Cansados da série de ataques que têm sofrido de jihadistas do Estado Islâmico, uma minoria de cristãos no Iraque decidiu enfrentar seus algozes em defesa de suas vidas e suas famílias na província de Nínive. Um pequeno esquadrão de homens cristãos fugitivos, cansados de dar a outra face aos ataques, decidiram enfrentar os terroristas que os fizeram fugir das suas aldeias agora devastadas, onde saquearam suas casas e lançaram medo e horror.
A decisão veio após a queda de Monsul em junho passado, que resultou na dispersão de cristãos que transformou os crentes em eternos fugitivos da investida violenta do Estado Islâmico (ISIS).
- Perdemos tudo. Muitos optaram por fugir, mas os abusos que sofremos acabaram convencendo alguns da necessidade de nos defender, a nossa terra e a nossa gente – afirmou o cristão Odisho Yusef, um ex-soldado do exército iraquiano, ao El Mundo.
Yusef, de 58 anos, é o líder de um pequeno batalhão de cristãos autodenominado “Dwekh” (aqueles que se sacrificam, em tradução antiga do idioma assírio).
- Somos um pequeno exército composto por cristãos de diferentes partes da província de Nínive. Pegar em armas não foi uma decisão fácil, mas não havia outra escolha, para ser realista – argumenta.
Emanuel Khoshaba, secretário-geral do Partido Patriótico Assírio, uma das formações cristãs que operam na região autônoma do Curdistão, também comentou sobre a necessidade de uma resistência armada dos cristãos contra o Estado Islâmico.
- Temos cerca de 40 homens armados que estão preparados na linha de frente em Dohuk (uns 80 quilômetros de Monsul). Queremos enviar uma mensagem para o nosso povo. Não é o momento para nos exilarmos. É hora de defender a nossa terra – afirmou Khoshaba.
- Todas as armas foram adquiridas pelo partido e os jovens que se alistaram foram treinados pelo antigo exército iraquiano – ressaltou.
Yusef explica ainda que o grupo é apenas de defesa, e que a opção de comprar as armas surgiu diante do flagelo sofrido pelos cristãos.
- Queremos formar uma milícia. Queremos continuar a cooperar com ‘peshmerga’ (força que combate o ISIS) e necessitamos receber apoio da União Europeia e dos Estados Unidos – disse o líder dos cristãos combatentes.
Fonte: Gnotícias.gospel



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