sábado, 13 de julho de 2013

A vitória de Cristo sobre a morte



André Oliveira Pinto

O anjo disse às mulheres: "(...) Ele nao está aqui; ressucitou, como havia dito."

        Muito se fala da morte de Cristo como fator importante para o cristianismo, pois através do sacrifício do nosso Senhor é que depende a certeza do perdão de nossos pecados, livramento da ira divina e promessa da vida eterna. Porém, pouco se fala da volta por cima de Jesus: o momento em que Ele venceu a morte; o momento em que Cristo surge ressurreto.

         No capítulo 28 de Mateus, como também em Marcos 16, Lucas 24 e João capítulo 20, encontramos o relato da ressurreição de Cristo. Este texto é maravilhoso, pois mostra detalhes sobre a vitória de Jesus sobre a morte e mostra, também, que não foram poucas as testemunhas que presenciaram tal fato.Enquanto caminhamos sobre este momento incomparável da história, veremos alguns pontos que comprovam sua ressurreição.

I. As comprovações históricas

         Cristo nunca foi um homem comum como os demais. Ele era 100% homem, porém plenamente Deus (Rm 9.5). Por isso, mesmo limitado em carne humana (Jo 1.14) Jesus predisse Sua própria ressurreição, pois seu atributo da onisciência lhe permitia ter conhecimento do que ainda haveria de acontecer. Em Lucas 9.22 Jesus afirmou "É necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas; seja morto e, no terceiro dia, ressuscite." Assim, a ressurreição era uma promessa para que a salvação fosse completa.

     Por causa disso, os judeus temeram e planejaram formas de evitar que isso acontecesse. Mas o que levaria os fariseus acreditarem nas palavras de Jesus? No capítulo 27 de Mateus, a partir do versículo 62, vemos que os judeus chegaram diante de Pilatos e ordenaram que o sepulcro fosse protegido (vs.64), pois Jesus havia dito que ressucitaria. Contudo, quando lemos a continuação do texto fica claro que, na verdade, os fariseus não acreditavam em Jesus, mas tinham medo que os discípulos roubassem o corpo e, depois disso, alegassem que seu mestre havia ressucitado.

         Desta forma, colocaram guardas na frente do sepulcro e lacraram com uma enorme pedra (vs.66), mas nada disso foi capaz de impedir o poder e agir soberano de Deus. O relato bíblico nos mostra que um anjo vindo dos céus rolou a pedra e aterrorizou os guardas de tal forma que não puderam nem se mexer, pois estavam como mortos (Mt 28.2-4). Então, o anjo disse às mulheres: "Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito" (vs.5-6) Que fantástico! Jesus está vivo, ressuscitou como prometera e, não apenas isso, sua vitória foi suficiente para nos dar nova vida.

         Mesmo diante desse acontecimento, muitos discípulos tiveram dificuldade para acreditar. Em João 20, Tomé - discípulo de Jesus - precisou ter um encontro pessoal com o Mestre. Quando Tomé viu e tocou nas cicatrizes reconheceu e afirmou: "Senhor meu e Deus meu!" (vs.28). Jesus não apareceu somente para os discípulos. Muitas testemunhas viram Jesus e tiveram uma experiência pessoal com Ele. Paulo afirma isso em 1 Coríntios capítulo 15, a partir do versículo 3, como sendo um dos que viram Jesus, porém fora de seu tempo.

           "Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressucitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo."( 1 Coríntios 15.3-8). Não há dúvidas históricas de que nosso Senhor ressurgiu e está vivo.

 II. As evidências espirituais

         Tempos depois da ascensão de Jesus lemos em Atos 2 o derramaento do Espírito Santo cumprindo o que Ele havia afirmado em João 14.16-20. Cristo não nos deixou sozinhos, pelo contrário, se preocupou em enviar Seu Espírito para estar conosco e ser nosso Conselheiro (Jo 14.16). O resultado da prensença do Espírito Santo foi fantástico. Milhares de pessoas foram impactadas com a mensagem do sacrifício de Jesus e de sua ressurreição: as boas novas. Essa tornou-se uma das evidências espirituais mais poderosas da ressurreição. A divulgação da mesagem do evangelho e o crescimento do número de discípulos de Jesus (At 2.41-47) tornou-se uma forte prova da poderosa transformação que ocorreu na vida daquelas testemunhas que viram e ouviram a Jesus ressurreto; com certeza se Ele tivesse apenas morrido a história teria sido diferente.

         Jesus prometeu que estaria conosco durante nossas vidas (Mt 18.20; Mt 28.20). Ele quer nos ensinar, nos orientar, nos usar para edificar outros, nos encorajar e essas são, de fato, características que encontramos no caminhar de pessoas que desejam seguir a Jesus.

         Hoje podemos ter um relacionamento com Deus, pois Jesus está vivo. Um dos objetivos de Cristo era que nos tornássemos um com o Pai e que essa reconciliação pudesse destruir a nossa inimizade com Deus. A fé em Jesus, além de nos levar até Deus, também nos garante uma esperança, a esperança de que um dia ressuscitaremos e seremos transformados (1 Co 15.51-58), por isso devemos nos manter firmes e dedicados ao Senhor. Devemos ter alegria para servir ao único Deus verdadeiro e vivo. Os tessalonicenses tornaram-se exemplos de uma vida consagrada a Deus. A fé e a esperança que eles tinham no retorno de Cristo impactou aquela região (1 Ts 1.2-10).

         Em Efésios 2.13-22 lemos um dos textos mais facinantes das Escrituras, está escrito: “Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo. Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade, anulando em seu corpo a lei dos mandamentos expressa em ordenanças. O objetivo dele era criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade. Ele veio e anunciou paz a vocês que estavam longe e paz aos que estavam perto, pois por meio dele tanto nós como vocês temos acesso ao Pai, por um só Espírito. Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor. Nele vocês também estão sendo juntamente edificados, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito.”

         Precisamos ser diferentes e mostrar, através de nossas vidas, a transformação que Jesus está consolidando em nós. Não faz sentido viver como anteriormente, pois conhecemos e cremos no Senhor Jesus que está vivo! Enfim, se a vitória de Jesus sobre a morte não gerar uma mudança de vida e caráter que nos torne cada vez mais semelhantes com Cristo e nos impulsione a obedecer a Deus, seremos decerto os mais frustrados.


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