quarta-feira, 12 de junho de 2013

Parlamento russo proibirá adoção por casais homossexuais

O presidente da Câmara dos Deputados da Rússia, Sergei Narishkin, anunciou nesta segunda-feira, que proibirá por lei a adoção de crianças russas por casais homossexuais.
"Devemos tomar medidas e as tomaremos. Introduziremos mudanças na legislação russa para proibir as adoções se a família for de pais do mesmo sexo", disse Narishkin, citado por agências locais.
Os trâmites da lei já se iniciaram na segunda-feira passada e as medidas deverão ser tomadas na próxima semana. O assunto será debatido novamente na quinta-feira durante a reunião dos comitês de família e assuntos internacionais. Nessa reunião participarão os ativistas franceses que protestaram contra a legalização do casamento gay na França.

Caso a DUMA apresente o projeto de lei, o presidente da Rússia, Vladimir Putin afirmou que vai promulgar. “Estou farto desses casais homossexuais. É preciso mostrar menos agressividade e não aumentar o problema. Assim será melhor para todos". Vladimir afirmou que não há discriminação das minorias sexuais, e que acha que a legislação é até muito liberal nesse sentido.

Segundo o jornal russo Izvestia, a medida contra a adoção por casais gays foi uma iniciativa do presidente que pediu ao governo e ao Supremo Tribunal a introdução das mudanças até 1º de julho.

Vladimir Putin também buscou mudanças no acordo que regulamenta as adoções de crianças russas por pais franceses, depois que a França legalizou o casamento gay e a adoção de crianças por pais homossexuais. "Devemos reagir ao que ocorre ao nosso redor. Nós respeitamos nossos parceiros, mas pedimos que respeitem nossas tradições culturais e éticas, e as normas legais e morais da Rússia", disse o defensor do Menor russo, Pável Astájov.

Segundo ele, a Rússia fará tudo que for possível para que o país não repita os passos da Espanha, Canadá ou França, que permitem que casais do mesmo sexo adotem crianças. O país já aprovou a polêmica lei que proíbe a “propaganda homossexual” entre os menores de idade.

Fonte: The Christian Post

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