sábado, 8 de junho de 2013

O relativismo da adoração


por Pedro Henrique

O entendimento da verdadeira adoração é um sério problema enfrentado pela Igreja Moderna, que não tem a Bíblia como o padrão absoluto para a vida e adoração a Deus. Os cristãos de hoje têm abandonado o ensino de Deus para viverem segundo o próprio entendimento. A Igreja Moderna tem caminhado conforme a mente do mundo, a busca por prosperidade, poder e espiritualidade pública, revela a decadência espiritual presente na vida da maior parte dos cristãos de hoje, que trocam a verdadeira adoração pela suposta vida cheia de Deus baseada nas experiências pessoais.

Levamos muito lixo para dentro de nossas igrejas, o feminismo, a autoajuda, as ideias pessoais de cada indivíduo, etc., eliminaram aos poucos a verdadeira Teologia que não está mais presente e, portanto, este abandono do conhecimento deu lugar a loucura e a corrupção. Hoje, a adoração é uma questão relativa a cada indivíduo, em duras palavras: Você adora do seu jeito, e eu adoro do meu jeito. Mas, qual a maneira correta de adorar?

Qual estilo de música devemos ouvir?
Quais tipos de instrumentos devemos tocar?
Como devemos orar?
Qual tipo de pregação é apropriada?
Devemos dançar?
E o teatro?

Achamos que Deus aceitará tudo o que oferecemos com sinceridade e zelo, mas os nossos esforços e as nossas festas comemorativas aborrecem a Deus quando não há abandono do que lhe é inaceitável e desagradável. A adoração não é o cumprimento de um ritual, ela diz respeito a vida. Todo o meu ser deve estar envolvido na minha adoração, a minha mente, raciocínio, vontade, inteligência e sentidos. 

Agrada a Deus todas as coisas que forem feitas conforme Ele mesmo as determina em sua palavra. Na minha humilde maneira de pensar, estamos cheios de entretenimento e apresentações dentro de nossas igrejas, e encontramo-nos saturados de todas estas práticas que sufocam a adoração a Deus na leitura e pregação da Sua palavra. Quando não há alegria na salvação e prazer em Deus somente, inserimos em nosso meio passatempos a fim de manter-nos alegres, embora estejamos feridos na alma.

Todos sabemos que nos desviamos do caminho, que precisamos voltar ao antigo evangelho, mas a nossa opinião, o que achamos, é uma barreira a ser enfrentada para que retornemos ao modelo bíblico da Igreja Primitiva. Oração, louvor, pregação e o cuidado com os pobres devem estar presentes em nossas vidas, não apenas em nossas igrejas. 

Para a Igreja Invisível Deus é suficiente, a Sua palavra é suficiente. Mas temos substituído o que é importante para a Noiva por apresentações de teatro, apelos, danças, coral, excessivas oportunidades, palmas para Jesus, unção do riso, urros e prosperidade. Enfatizo neste momento que argumento a respeito do entendimento da adoração da Igreja de hoje, e que a adoração diz respeito a vida do cristão. Penso que algumas práticas podem ser usadas de maneira oportuna, mas não no culto, que outras podem ser aplicadas de maneira diferente, e outras são terríveis para a Igreja.


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