terça-feira, 11 de junho de 2013

Líder de seita chilena queima a seu filho por 'ser o Anticristo'

A Polícia Civil chilena deteve a quatro integrantes de uma seita acusados de queimar a um bebê recém nascido em um “ritual de salvação” em uma granja da zona a zona central do país.
"No lugar onde se fez este sacrifício humano, encontramos restos ósseos que correspondem ao osso dorsal em formação, que significa que é de uma pessoa não adulta, de zero a seis meses", explicou a Polícia de Investigações (PDI).
Segundo o relato da PDI, o líder, que seria o pai da criança, pediu à mãe que entregasse o menino. Depois, o levou até uma pira e o lançou sobre a fogueira que os discípulos haviam acendido.
Entre os detentos, figura a mãe do pequeno, que tinha dois dias de vida, e que teria sido queimado vivo o 23 de novembro passado no interior de uma granja agrícola na localidade de Quillaguay, na cidade de Quilpué, uns 110 km ao oeste de Santiago.
Os outros três detentos são integrantes da seita, que teria uma dezena de membros ao todo, em sua maioria profissionais. O líder da comunidade, Gustavo Castillo Gaete, de 36 anos, era o pai do bebê, nascido o 21 de novembro na clínica Renhaca, do vizinho balneario de Vinha do Mar.
O homem, que se fazia chamar "Antares da luz", se encontra prófugo e com ordem de detenção internacional desde o passado 19 de fevereiro, quando viajou a Peru, ao igual que outras quatro pessoas.O irracional ato cometeu-se porque a seita achava que o lactante era o "anticristo", isto no marco do suposto fim do mundo previsto para o 21 de dezembro de 2012.
"Toda a comunidade sabia que meu filho tinha que ser assassinado após nascer e que tinha que obedecer a 'Antares da luz' (Castillo Gaete), porque ele era Deus", disse a mulher detida, em sua declaração ante a polícia, segundo assinalou o promotor ante o tribunal.
De acordo com a Polícia, Castillo tinha completamente dominados a seus integrantes e "mantinha relações com as cinco mulheres" que a integravam. Quando soube que uma delas tinha ficado grávida, a manteve fechada durante toda a gestação, para depois lhe pedir que entregasse a seu filho para um ritual supostamente destinado a "salvar o mundo" antes de seu fim, previsto, segundo dizia, em uma profecia maya para o 21 de dezembro de 2012.
"Eu estava destroçada, mas Pablo Undurraga (outro integrante da seita) me dizia que tinha que ser assim, que era minha karma. Pressentia o que ia ocorrer com o bebê, mas eram ordens superiores. 'Antares' tinha matado ao bebê arrojando ao fogo", assinalou a mulher presa, segundo citou o promotor.
O líder da seita seria um homem de cerca de 35 anos, identificado como Ramón Gustavo C.Gaete. Este homem deixou o Chile em 19 de fevereiro rumo ao Peru e contra ele já foi emitida uma ordem de captura internacional.
As pesquisas começaram depois que a polícia recebeu informação sobre uma criança que nasceu em uma clínica de Viña del Mar, mas que nunca foi inscrita no Registro Civil.
Os quatro presos permanecem em um centro de reclusão em Santiago.


Com informações G1 e ProtestanteDigital

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