domingo, 5 de maio de 2013

Remindo o remisso zelo, o desvelo ardente no serviço cristão, e a perseverança fornecida através da oração


Por Jadson de Paula

Diante da atmosfera engendrada no “eu mesmo” as expressas ideias indolentes de um servir frio e preguiçoso que acossa a peregrinação do cristão -, o caráter negativo do cansar-se de fazer o bem, sofre a exortação bíblica para o zelo em servir ao Senhor mediante uma atmosfera de fervor “sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor” (Romanos 12.11). Conhecido a natureza peculiar que nos envolve em se tratando de matéria de assuntos espirituais a propensão para a indolência no estilo de vida cristã é mais dispositivo. Para corroborar com tal empreitada a apatia espiritual que circunda a realidade presente do cristianismo serve de âncora, ou até mesmo de desculpas para o modernismo cristão insensível e inerte.

Já dizia o escritor C.S. Lewis “a saúde espiritual do indivíduo é exatamente proporcional ao seu amor por Deus”. Ser fervoroso no espírito não é opção teológica, ou corrente de pragmatismo espiritual, mas, sim um estilo de vida cristã no serviço ao Senhor, que desperta da ociosidade e tempera o zelo da piedade. Se alguém é apossado por um desânimo espiritual os espaços e reivindicações do compromisso prioritário com Deus perderam prioridades na vida, é mais fácil ser então o indolente na história, o que se aplica para a vida cristã mediante a exortação bíblica é o incitar-se a devoção a Deus, isto engloba as particularidades da vida para que se evite a apatia espiritual. O conselho bíblico reforça para os indivíduos não se acomodarem ante as circunstâncias temporais, ao contrário mantenham-se constantes no serviço a Deus e na caminhada cristã, independentes da atmosfera das igrejas ou do cenário espiritual: “sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor”! Visto que, se alguém depende das circunstâncias espirituais para ter o devido zelo e fervor, tornara-se um indivíduo apático e passivo.

A indolência a ser evitada perpassa pela presteza do vivo ardor, zelo com entendimento, disciplinando a mente e focando-se nas Escrituras Sagradas. O zelo que humilha o “eu” e glorifica a Deus. É imprescindível em qualquer circunstância da vida e muito mais, na carreira cristã; o zelo que regule as prioridades da vida, quanto a isto; o devido espaço e tempo das particularidades que dizem respeito ao compromisso do relacionamento com Deus é primordial. Visto que num cenário de apatia espiritual, o viver cristão requer dos santos a demonstração das características que descrevem os pertencentes a família de Deus. E o zelo jamais pode ser descuidado, pois envolve as particularidades da vida em todos os sentidos e, principalmente, o espiritual.

O sofrimento caracteriza a peregrinação do cristão, na vocação divina para corrermos a carreira cristã não há superação das circunstâncias temporais sem um desvelo ardente para Deus... A peculiaridade da oração perseverante na vida colabora em muito para se alegrar pela via da esperança da salvação, ao passo que mantém a vida com a posição primordial nos pensamentos da devoção e piedade a Deus, o que não significa supressão da vida como um todo, mas estabelece o foco devido naquilo em que o coração deve estar. O instrumento determinado por Deus para perseverar mediante as situações difíceis na vida é o suprimento da oração, mas a oração incessante “na oração, perseverantes” (Romanos 12.11.b), “Orai sem cessar” (1Tessalonicenses 5.17). Que serve como auxílio contra todo o desencorajamento que persegue-nos na efêmera vida terrena. “As Escrituras Sagradas fazem da oração uma realidade, não um sonho” (Austin Phelps). Este suprimento da graça ampara a vida cristã de uma peregrinação derrotista, pela perseverança fornecida a nós através da oração.



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