domingo, 9 de dezembro de 2012

A malignidade da pornografia e os crentes voyeurs



Por Jadson de Paula

O consumo de material pornográfico que outrora era um recôndito que provocava o senso do ridículo, do vergonhoso, escancarou-se com o passar do tempo seu mundo emporcalhado vulgarizante, ignóbil, vil, etc. Seu público consumista não apenas está na categoria dos desvalidos ciosos de determinados grupos de homens e mulheres na sociedade, mas também entre os crentes. Longe de ser uma pedagogia sexual a pornografia desfigura a sexualidade de algo saudável dentro dos limites postos por Deus, para pô-la como um fetiche voyerista despejando seu material sexualmente perverso e imoral – potencialmente, declinante, nocivo, licencioso e viciante.

O plano de Deus para nossa sexualidade nos arremete as páginas do Gênesis. Sem deter-me a uma explanação extensa sobre o assunto, em suma a criação do homem e da mulher, estabelece um precedente de que o prazer sexual deve ser desfrutado dentro do casamento (Gênesis 2.22-25). E, que as relações sexuais desprovidas do compromisso matrimonial, classificadas pelas Escrituras como imoralidade sexual, apontando ao adultério, fornicação, prostituição, lascívia... Devem ser mortificadas! Tais elementos referidos estão  contidos na pornografia (Colossenses 3.5 -7). “O espírito das Escrituras que proíbem as práticas sexuais pecaminosas inclui os pecados da mente onde, em sua imaginação, os homens possuem um harém de fazer inveja a Salomão” (Mark Driscoll). Tanto o casamento como o sexo, simplesmente estão relacionados, interligados há uma exclusividade do casal  para a promoção da unidade -, algo distorcido pela libidinosa luxúria da indústria do sexo explícito.

A pornografia tornou-se uma epidemia. O vício que se prolifera escravizando as mentes dos seres humanos; ingressantes num mundo sexual obsceno e imoral, ao passo que o outrem se torna o objeto de autogratificação. Desde a sua cadeia produtiva, envolvendo personagens anônimos e famosos, ditos atores pornôs, até ao consumidor dos materiais de conteúdo pornográfico, a porneia-aberrante desencadeia uma série de fatores influentes e perigosos, numa relação estreita como “violência contra mulher, assédio sexual, estupros, aberrações, degradações, orgias, zoologia”, etc. Esse assunto omitido pela maioria absoluta das “igrejas”, em seus púlpitos, que nos bastidores da vida de muitos ou poucos “cristãos”, que congregam nos templos afora pelo mundo, consumidores de materiais pornográficos -, convivem com venenos paralisantes e escravizantes, doentes e lúgubres se entrelaçam nas imoralidades sexuais.

Fato é que não há com o que se surpreender (infelizmente) a respeito do número de professos cristãos que assistiram, consumiram, e que consome materiais pornográficos, além dos que se encontram aprisionados a esse lixo. Sem inclusividade! Ministros eclesiásticos fazem parte dessa contabilidade. Todas as estatísticas relacionadas objetivando apontar a relação dos cristãos com a pornografia mostrou a realidade perigosa num cenário ministerial, conjugal e espiritual.  A exemplo da pesquisa realizada em 1994, que revelou a relação estreita de pastores consumidores de pornografia com a infidelidade conjugal. Josh McDowell também realizou uma pesquisa com 22 mil igrejas nos Estados Unidos, revelando que “10% dos adolescentes havia aprendido o que sabiam sobre sexo em revistas pornográficas. 42% deles disse que nunca aprendeu qualquer coisa sobre o assunto da parte de seus pais. E outros 10% confessaram ter assistido a um filme de sexo explícito nos últimos seis meses” (Augustos Nicodemos). No caso brasileiro, cerca de 10% dos (crentes), já foram pela via pornô. “A teologia da luxúria pornográfica” (Mark Driscoll), relativiza os problemas aos que assistem aos filmes pornôs.  A eficiência do mal encontra espaço na deficiência das criaturas. A pecaminosidade é inerente ao coração do homem (Mateus 15. 18,19).

A pornografia estupra a mente dos seres humanos, sem nenhuma pedagogia sexual, produzida especificamente para a classe masculina, tornando a figura da mulher como o objeto da satisfação do falo pruriginoso dos homens, com diversos tipos de sexualismo-animalesco, estúpido e aberrante (sexo com violência, com animais, orgias entre homens, mulheres e homossexuais, sexo oral, anal, etc.). O explícito material abjeto distorce a realidade do sexo criado por Deus, para uma prática pecaminosa e viciante, (considerada como uma patologia psicológica) tão forte quanto os entorpecentes, criando dependência e distúrbios mentais deixando feridas e escravizando suas vítimas a procura da satisfação voyerista, com efeitos nas áreas sociais, espirituais, matrimoniais e até mesmo na saúde.

 Indústria que fatura bilhões de dólares por ano, que cresce vertiginosamente, com cerca de 70 milhões de pessoas acessando um site pornográfico por semana. Fato é que falta uma posição aberta e ativa da igreja cristã brasileira a respeito desta temática. Dentro da realidade problemática na vida de tantos crentes que congregam mundo afora, principalmente, no Brasil pela sua cultura sensual, que de alguma forma foram para o proibido e perigoso mundo da pornografia, – com a inocência-corrompida pelas imagens da perversidade sexual fora do propósito divino. A palavração de argumentos sobre a realidade da pornografia é extensa (das sequelas produzidas, de como nasce o desejo de vê-la, da violação dos preceitos morais, bíblicos, etc.). Num quadro realista sobre esta área, exige mudanças radicais no hábito de vida dos crentes envolvidos com esse lixo sexual. Uma busca constante nas Escrituras e entre outros livros sobre este assunto, que corrobore para conhecer que a pornografia é em si um mal que deve ser combatido e confrontado – onde todas as formas de imoralidades sexuais, as quais estão contidas na indústria do pornô são condenados pelas Sagradas Escrituras.

Notas
______________________________-

[1] DRISCOLL, Mark. E-Book: Sexualidade e reformissão.

[2] GUERRA, Priscila; Richarde. E-Book: Vamos falar sobre sexo?

0 comentários:

Postar um comentário