segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Constante Atividade do Pecado



por Pedro Henrique

A verdade sobre o domínio do pecado e sua atividade no ser é intrigante para o homem, mesmo para muitos cristãos professos. Muitos julgam que não há maldade alguma em suas ações, e as defendem segundo a liberdade e direito de fazerem o que quiserem de suas próprias vidas. Alguns afirmam que a concepção de pecado é relativa a cada indivíduo, afirmando não ser pecado a prostituição, a embriagues, etc.

O curso e a vida da maioria das pessoas, os pecados escandalosos, a apostasia e afastamento de muitos parecem requerer a devida atenção sobre este tema que foi esquecido em nossos dias. A verdade sobre a humanidade e o seu estado de total depravação precisam ser deveras consideradas.

A - Há um princípio que nos move

Agostinho afirmava que o pecado é a mãe da vontade, ou seja, que a vontade faz tudo quanto o pecado deseja. Ao considerar a declaração de Paulo em Gl 5.17: "Porque a carne cobiça contra o Espirito, e o Espirito contra a carne ...", observamos que ou somos movidos pelo Espirito de Deus ou pelo pecado, e que não existe neutralidade, pois se esta existisse poderíamos afirmar que na luta contra o pecado o homem é capaz de resisti-lo. Portanto, ainda que o homem reflita sobre o erro cometido e crie defesas próprias contra o mal que o aflige, não demorará muito para que encontre-se dominado e tenha suas defesas vencidas.

A luta contra o pecado é incapaz de ser vencida pelo homem, e não apenas isto, é uma luta que o homem já perdeu. Quando nos desviamos de um pecado logo nos abraçamos com outro e fazemos as pazes com ele em nossos corações. Os irmãos de José decidindo não matá-lo, venderam-no como escravo (Gn 1.26-27). Fechando os olhos para um terrível erro, cometeram outro erro terrível.

B- O homem em suas ações não busca a glória de Deus

Os homens vivem em inimizade contra Deus, mortos em seus pecados. Não importa o quanto se achem vivos, estão tão mortos quanto um corpo lançado em um túmulo. Não há vida operando em seu interior, são as próprias trevas (Ef 5.8). Podem escolher vestir a morte de maneira gloriosa, e quanto mais mostram-se dispostos a defenderem o direito de viver de maneira imoral, mais revelam a depravação enraizada no raciocínio, e na vontade.

O entendimento entenebrecido não ascende as coisas de Deus. Suas ações são conforme o estado interior, imundas. As faculdades não são empregadas para a glória do criador. São constantemente dominados pelo pecado, que produz neles os seus horrorosos efeitos.

C - O coração é a sede do pecado

As tentações e provocações exteriores estimulam o pecado, mas o que fazem é apenas destampar o vaso para deixar sair o que está dentro. A raiz, origem e inspiração dos maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, e tantos mais, está no coração. Tentações não acrescentam nada à pessoa, somente puxam para fora o que está no interior. 

Qual homem tirará algo bom de um mau tesouro (Lc 6.45)? Assim é o coração do homem. Uma fonte corrupta e desesperadamente dada ao engano. Esta fonte é a cidade forte do pecado, onde ele mantém-se como dominador todos os dias.


Notas

[1] Bíblia Almeida Corrigida e Revista Fiel.
[2] OWEN, John. Para Vencer o Pecado e a Tentação. Editora Cultura Cristã, 2010, p. 249.

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