sábado, 20 de outubro de 2012

Meninos na fé, mestres-retardados



                 Por Jadson de Paula


Um dos pontos essenciais da vida cristã é o crescimento constante no conhecimento acerca de Deus “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”... (Oseias 6.3). Este versículo explícita o dever do compromisso cristão para a vida, é algo sistemático no avanço ao propósito eterno, ao mesmo tempo em que testemunha a preguiça em matéria de coisas espirituais, a partir da não vivência dessa exortação; tão comumente no ciclo da chamada igreja evangélica moderna, cheia de criancinhas desaparelhadas de seus dentes intelectuais na escola de Cristo. Mestres retardados quando já deveriam pelo tempo, serem maduros quanto ao conhecimento, como também na própria transmissão do evangelho ao outrem (Hebreus 5.12).

 Duração de tempo, não está ligada diretamente a maturidade. O escritor aos hebreus exortava aos seus leitores da necessidade do progresso para a vida adulta na aventurosa carreira cristã, “ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança” (Hebreus 5.13). A patinação criancice do cenário contemporâneo evangélico é causa não da dificuldade do aprender e querer conhecer, mas, sim, dos ouvintes negligentes “porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir” (Hebreus 5.11 p. b.).  Imaturidade quanto ao conhecimento-ação-experiência, desemboca em manifestações erradas, inadequadas e improdutivas, posto à luz do evangelho. A inexperiência na “palavra da justiça”, especificamente, as Sagradas Escrituras; denota que o problema da imaturidade cristã na aplicação do conhecimento bíblico, dificulta a consolidação para um estado de ser estabelecido no alimento sólido. Consequentemente, problemas nas igrejas e fora dela, a partir dos imaturos crentes – não apenas em relação à doutrina, mas também com a prática do cristianismo em todos os cenários.

Essa dita experiência cristã incompleta, revela o mais alto desinteresse a respeito de Deus. O estágio de desenvolvimento espiritual explicitado no hodierno tempo, das crianças-mestres-retardados, não abraçados com o evangelho de Cristo por inteiro, expressa um cristianismo preguiçoso e negligente. O escritor aos hebreus deixa claro que a duração do tempo significaria progressão -, a saída da meninice e do leite espiritual, para a fase adulta e o alimento sólido, por conseguinte, tal caminhada levaria ao destino da “perfeição” (No Grego Telos, significando: maduro-maturidade).  Não importa o quanto de tempo às pessoas possam estar na igreja, se esse tempo não resulta em crescimento espiritual, não importa o quanto possam ouvir do evangelho e sobre o mesmo, se são ouvintes negligentes. Não importa o quanto possam ser ativos espirituais, se não são experimentados na “palavra da justiça”. Se não progridem para a maturidade cristã, em conhecer a Deus.

Nota
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[1] Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil.

[2] HOBBS, Herschel. H. A carta aos Hebreus. Casa Publicadora Batista, 1958.

[3] RYLE. J.C. A espada e a espátula: combatendo o pecado e trabalhando para o Senhor. Publicação: Projeto Spurgeon



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