sábado, 6 de outubro de 2012

A vida política e a responsabilidade do cristão



                         Por Jadson de Paula


Um dos traços profundos dos efeitos da Reforma Protestante foi impactar a vida pública, especialmente a vida do estado. Não se evitou a arena política, ao contrário nela se fez presente com obras históricas, legatárias e transformadoras. Mas, o outro lado na história dos séculos, a partir do declínio influente da igreja na vida pública, foi uma perda da relevância política na vida cristã. Esse passivo na relação pública da espiritualidade cristã na vida do estado resultou em mazelentas normas jurídicas e consequências atormetantes. Vozes silenciosas e atitudes indiferentes não devem ser as expressões cristãs na sociedade. Não significa que, devemos ser ativistas, parlamentares, administradores públicos, etc., mas que o exercício cristão seja efetivamente influenciador na fauna política -, e que o mundo transitório não significa inércia do cristão referente aos negócios públicos; mesmo sabido que nossa pátria celestial está para além do que os olhos podem ver. No sistema fundamental da vida, nos movemos em torno das relações: com Deus, com o homem e com o mundo. Levando a cabo a exortação bíblica do fazer: “deprecações, orações, intercessões e ações de graça por todos os homens; pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda piedade e honestidade” ( 1Timóteo 2.1,2). Significa jamais se abster da responsabilidade cristã na vida política.

O senso do ativo envolvimento influenciador deve romper com as possíveis indiferenças, quanto ao tema político. Considerando o cenário do politicismo brasileiro, e a ladainha repetitória dos interesses pessoais e os infortúnios parlamentos e palácios, a influência fermentadora do cristão deve se fazer conhecida e sentida, assim como a mensagem bíblica pelos campos missionários do mundo. As escolhas políticas devem refletir a ética cristã, como também devemos procurar entender como nossa fé bíblica pode afetar a vida pública, a partir das escolhas e ações que fazemos, diante de cenários como as eleições, projetos de leis, ameaça à fé cristã pelo estado, reivindicações; críticas, sugestões, etc.

As Escrituras Sagradas é o nosso padrão final para cada área da vida.  E, está nela toda a nossa bússola para convergirmos às ações políticas como um tributo do louvor e de honra a Deus. A responsabilidade quanto ao tema político, converge-nos para a necessidade do conhecimento bíblico a respeito da vontade de Deus, e de como aplicá-lo. A política é uma entidade criada, que pode, como na verdade reflete quebras de compromissos, desembocando na sujeira política conhecida, de áreas de responsabilidade humana. Está volição adequada de compromisso que convém ao cristão, para labutar via padrão referencial (Bíblia), nos cenários políticos – a partir das escolhas nas eleições, e as devidas influências posteriores, através da inserção reivindicadora, cooperadora e crítica no cênico político, lutando contra o ferimento judicializante oposta a fé cristã, e a defesa do bem comum dos negócios públicos para a sociedade -, “Sal e luz são necessários por causa da realidade do pecado. O cristão deveria estar envolvido na política mesmo sendo ela suja. Ficar a parte da política é acentuar ainda mais a sua corrupção pronunciada” (Gary DeMar).

Notas
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[1] Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil.

[2] DEMAR, Gary. Por qual padrão? Site: www.monergismo.net

[3] DEMAR, Gary. Política suja? Site: www.monergismo.net

[3] JONES, Archie P. A necessidade de uma política cristã. Site: www.monergismo.net



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