sábado, 8 de setembro de 2012

Entregues à imundícia



                                                                                         Por Jadson de Paula

A pretensão dos homens de serem sábios os tornou em seres estultos. O vácuo do que é verdadeiro foi ocupado pelo que é falso. A alienação de Deus produziu uma monstruosidade religiosa no coração dos homens que passaram a manifestar um processo de degeneração. Assim, substituíram a adoração a Deus por outra coisa qualquer, refletindo um estado de vida “louca”, no servir e adorar a sua semelhança “a criatura”, ao invés do Criador. A manifestação da ira de Deus, revelada pelos céus (Rm 1.18), expressa a retribuição divina aos pecados antecedentes dos homens. Tal retribuição torna-se o próprio juízo de Deus contra a manifestação do pecado. E, nisso foram e são entregues por Deus à imundícia.

O estado dos homens não apenas afetavam o estilo de vida religioso, mas também moral. Quando foram entregues por Deus a sujidade, a realidade da condição de vida era de um coração apetitoso aos males “as concupiscências do seu próprio coração” (Romanos 1.24). Tais homens não foram abandonados ao destino vago de vida, mas ao que a si próprio já existia nos seus corações (suas concupiscências), as quais caracterizavam o estilo de vida, em particular a aberração sexual, tão evidente na contemporaneidade – a desonra dos corpos entre si. Tal entrega não representa que Deus não interfere nas ações dos pecados dos homens, ao contrário -, “entregar, ou abandonar”, representa o desprazer divino para que ocorra um agravo na própria colheita por parte dos homens que assim procedem, dos efeitos produzidos pelas concupiscências de seus corações.

O Deus bendito eternamente, quando da Sua manifestação de justiça, deixa explícito que as desonras produzidas pelos homens, não diminui em absolutamente nada a Sua bem-aventurança, e que a entrega à imundícia faz parte de todo um processo de julgamento da parte de Deus. A penalidade judicial divina, na entrega dos homens aos seus próprios apetites, tornam tais práticas vergonhosas em si mesmas nas leis morais objetivas, no interior dos seres humanos. Elas passam a serem censuradas na sua prática entre os homens (em grande parte), como também, a colherem os resultados de viverem entregues a uma condição libidinosa de desejos infames e desonrosos. Dirigidos a distorções de desejos ilegítimos.

Notas
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[1] Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil.

[2] CHEUNG, Vicent. Teologia Sistemática. Publicado originalmente por Reformation Ministries International.

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