sábado, 25 de agosto de 2012

O arrependimento do “nosso arrependimento”




                            Por Jadson de Paula

        Deus trata o arrependimento como uma questão de ordenança para a vida e não um convite “arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4.17). Na vida cristã o chamado para o arrependimento é contínuo, atrelado a uma disciplina direcionada a santidade saudável. A mudança no caráter moral é a virtude produzida pelo o arrependimento. É necessária a compreensão da natureza hedionda do pecado -, fato é, que a demanda por justiça da parte de Deus é forte. A malignidade da ilegalidade imoral das ações pecaminosas afrontosas contra o governo divino exige dos entes passivos nessa relação à verdadeira compreensão do pecado para a resposta ativa contra o mesmo “o ato da mudança do coração ou da preferência governante da alma (Charles Finney”); voltando-se para Deus pelo veraz arrependimento. Mortificando compunções inertes, tentativas de mudanças evasivas, contrições momentâneas, clichês, omissões, autoengano, etc.

A verdade é que se deve ocorrer uma revolução espiritual quando se tratar de arrependimento. As expressões do dito arrependimento casual são manifestações envoltas com pesar, remorsos, dores, compunção pelo pecado e as suas consequências, sentimentos de tristeza pelo o pecado, etc., o que conduzirá ás ações a arrependimentos mortos. Tais manifestações pertencentes à sensibilidade cognitiva emocional não é capaz de produzir o devido caráter moral nas ações responsivas concernentes a mudança de mente (Gr. Melanoeo), a qual deve-se pautar pela convicção do pecado,  sua ofensa e afronta moral e espiritual  a autoridade divina, acompanhados da persuasão íntima de culpa no ato pecaminoso e de um  ódio ao pecado pelo que é, e, representa [rebelião contra Deus] . Não é a tentativa de recuperação pelo erro cometido, mas, sim, o arrependimento verdadeiro que não trata de correção pontual, mas da apreensão da natureza do pecado, a aversão de Deus pelo o mesmo, quebrantamento veraz; humildade, purificação da consciência e a ajuda para não falhar na mesma área novamente, algo que por si só o indivíduo não produzirá, ligando-o a dependência de Deus (2 Coríntios 7.10) -, fazendo-se necessário compreender as verdades nele inserida para expressar nas ações a mudança de mente, “sair de um estado de consagração ao eu para um estado de consagração a Deus” (Charles Finney).

O arrependimento deve implicar a reconsideração da atitude. Algo que diferencia as respostas frente ao pecado. Importa termos autorreflexão, com a entrada da atenção concernente a natureza pecaminosa e a santidade de Deus, para uma auto aplicação das verdades percebidas nas ações da vida. Como agentes morais, implica o auto (registro); da reflexão e condenação -, Cristo é a nossa justiça e advogado, mas os nossos pecados O fizeram condenado; e é o fato da meritória condenação, antes direcionada a nós, que deve convergir à vida para o esforço continuo de arrependimento, para a resultância de frutos evidenciais do mesmo “produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Mateus 3.8). Diferenciada das expressões paliativas de contrição, que envolverá indivíduos a cometerem os mesmos erros do auto engano de arrependimentos mortos. Reconhecendo a convicção de pecado, a culpa e merecimento de castigo por causa do mesmo, além do senso de vergonha e auto-condenação que ele produz. Oposição ao pecado de si mesmo, como também a prática de outros.


Notas
_____________________________


[1] Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil.

[2] KELLER, Tim. Toda a nossa vida é arrependimento. Site: www.ocalvinismo.com

[3] WESLEY, John. O arrependimento dos crentes. Site: www.monergismo.net

[4] PACKER, J.L. Crescimento para baixo. Site: www.ocalvinismo.com


0 comentários:

Postar um comentário