sábado, 11 de agosto de 2012

Masturbação: A auto gratificação errônea



                            Por Jadson de Paula

A masturbação não se resume a um auto estímulo de uma experiência pessoal de produzir orgasmo sexual. Pensá-la como um ato para si mesmo benéfico não se sustenta, visto que, sua prática não alivia a tensão sexual -, ao contrário leva os indivíduos a uma maior necessidade de produzir ejaculações. Do ponto de vista biológico, conforme o corpo vai emitindo o sêmen a produção para suprir a demanda se acelera, fazendo com que o indivíduo tenha uma maior necessidade de se masturbar continuadamente, na tentativa de se aliviar a tensão sexual. O que pode levar os praticantes de tal ato a um vício, não se sustentando o pretexto de alívio. A masturbação tem as suas características, as quais não a torna em um ato em si mesmo inocente, livre de culpa e dos sentimentos de vergonha. “Na superfície, a masturbação parece-me uma coisa linda, que desejo praticar. Mas, também lá no fundo, ela é um fardo. E todas as vezes que a pratico tenho sentimento de culpa, embora ninguém tenha me proibido de fazê-lo” (My beautiful feeling – Inter Varsity Press).
Na teologia liberal permissiva, masturbar-se não é imoral e nem problemático. Para alguns teólogos contemporâneos “não existe restrição bíblica contra a masturbação”. Por outro lado, não há textos que a permita ou a incentive.  (1 Co 10: 23,24). Argumento contrariamente a tal prática, assim como os grandes pregadores e pensadores cristãos, por não ser algo de um modo aceitável. Na generalidade da imoralidade sexual, não há como imaginar alguém no ato de se masturbar sem pensar ou ver imagens sexuais. “A força e o prazer do orgasmo dependem do pensamento ou imagens em nossas mentes” (John Pipper).  Sejam por meio de filmes, fotos, histórias imaginadas na mente ou reais, envolve como ato final para a masturbação, o outrem como objeto sexual dessa satisfação, algo condenado por Deus (Mateus 5:28). Não há como se masturbar sem cobiçar! Pois está atrelada a natureza escrava ao pecado o elemento da cobiça. Esta última inicia-se a partir de uma revista, site, vídeo, etc., e, depois; mais revistas, sites, vídeos e a conexão do estímulo visual com as genitálias.
Os atos na vida cristã são objetivados para a glorificação a Deus (1Co 10.31). A questão é: Tal prática se enquadra beneficamente para esse determinado objetivo?! - A mão no falo pruriginoso com a mente ou a vista inundada de nudez, e tudo mais em que o pensamento humano dissoluto possa se aventurar?!  A beleza da vida sexual constituída por Deus estabelece limites.  Dada às razões que expressam o verdadeiro significado para a vida sexual -, a masturbação rompe com os preceitos designados por Deus da unicidade, do íntimo conhecimento, etc. Assim, a masturbação passa a ser uma forma de monossexualidade ou heterossexualidade exclusiva. Desatrelada dos objetivos mútuos de satisfação sexual para os casais. “A masturbação não ajudam nenhum homem a tratar as mulheres com maior respeito” (John Pipper). O fato é que, essa prática colocam os indivíduos numa relação de distinção do corpo e da alma, o outro não é visto sob a perspectiva de uma alma eterna, pois está atrelado em si, imaginar ou ver os outros nus, para uma auto gratificação, isto é, o objeto dessa satisfação egoísta. Pois a experiência envolta na ação de se masturbar é a partir do que se imagina ou ver -, o outrem (homem ou mulher) passa a ser o sujeito sexual dessa experiência pessoal de produzir orgasmo. Tornando tal prática em uma expressão egoísta. O pecado sexual inclui não apenas o que fazemos, mas também o que pensamos “porque de dentro do coração dos homens, é que procedem os maus pensamentos”... (Marcos 7. 21).

Notas
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[1] Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil.

[2] LUTZER, Erwin. Masturbação. Site: www.monergismo.net

[3] CONWAY, Tim. Masturbação é pecado? www.youtube.com




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