sábado, 12 de maio de 2012

Por que a Bíblia é a Palavra de Deus?




por Rafael de Lima

Uma das doutrinas fundamentais do cristianismo está em torno da afirmação de que a Bíblia é divinamente inspirada. Entre os cinco “Solas” da Reforma Protestante nós encontramos o “Sola Scriptura”, uma expressão latina que quer dizer: “somente a Escritura”. Em suma esse princípio afirmava “a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita” [1].

Este é um dos motivos para o intenso zelo dos cristãos pela Bíblia, principalmente nos que têm suas raízes da Reforma do século XVI.

Nos primeiros anos de implantação do protestantismo, que viria a ser, de fato, brasileiro, em meados do século XIX, os cristãos protestantes eram alcunhados pejorativamente de “bíblias”, tal apelido ainda é empregado em algumas regiões, todavia, longe de tal termo ser um insulto, demonstrava o amor e a relevância que as Escrituras tinham para os nossos pais e que também devem ter para nós.

A própria Bíblia avoca para si a inspiração divina. Em carta a Timóteo, o apóstolo Paulo afirmava: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Tm 3:16 – ACF)[2]. Da mesma forma, em sua segunda epístola, o apóstolo Pedro nos certifica: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1:20,21 – ACF).

Objetivando responder a pergunta: “Como se demonstra que as Escrituras são a Palavra de Deus?”, a Assembléia de Westminster concluiu:

Demonstra-se que as Escrituras são a Palavra de Deus - pela majestade e pureza do seu conteúdo, pela harmonia de todas as suas partes, e pelo propósito do seu conjunto, que é dar toda a glória a Deus; pela sua luz e pelo poder que possuem para convencer e converter os pecadores e para edificar e confortar os crentes para a salvação. O Espírito de Deus, porém, dando testemunho, pelas Escrituras e juntamente com elas no coração do homem, é o único capaz de completamente persuadi-lo de que elas são realmente a Palavra de Deus.[3]

Em sua Introdução à Teologia Sistemática, Vicent Cheung nos apresenta um quadro extremamente relevante e claro acerca da doutrina da inspiração divina e de tudo que se segue a ela, vejamos alguns pontos esboçados por ele que sintetizam o ensinamento cristão acerca da inspiração, unidade, infalibilidade, autoridade e suficiência das Escrituras.

A Bíblia é a revelação verbal ou proposicional de Deus. É Deus falando a nós. É a voz do próprio Deus. [...] Nenhum outro modo de se conhecer a Deus é superior ao estudo da Escritura, e nenhuma outra fonte de informação sobre Deus é mais precisa, acurada e abrangente. [...] A inspiração subentende a unidade da Escritura. Que as suas palavras procedem de uma única mente divina, faz supor que a Bíblia deve exibir uma coerência perfeita. Isso é o que encontramos na Bíblia. [...] A infalibilidade bíblica acompanha necessariamente a inspiração e a unidade da Escritura. A Bíblia não contém erro algum; ela está correta em tudo o que declara. Visto que Deus não mente nem erra, e que a Bíblia é a sua palavra, segue-se que tudo que nela está escrito tem que ser verdade. [...] A inspiração, unidade e infalibilidade da Escritura implicam que ela possui autoridade absoluta. Visto que a Escritura é a própria palavra de Deus, ou ele falando, a conclusão necessária é que ela porta a autoridade de Deus. Por conseguinte, a autoridade da Escritura é idêntica à autoridade divina. [...] A Bíblia contém tudo que é necessário para construir uma cosmovisão cristã compreensiva que nos capacite a ter uma verdadeira visão da realidade[4].

Como afirmado anteriormente, apenas o Espírito Santo é capaz de convencer o homem acerca desta grandiosa verdade. Todavia existem evidências externas que atestariam acerca da inspiração bíblica? Quais são os sinais externos desta verdade?
Poderíamos pensar nesta questão apresentando alguns pontos de precisão da Bíblia, estes seriam a exatidão arqueológica, histórica e de cumprimento profético.

Nas mais de 400 páginas da obra E a Bíblia tinha razão, o professor Werner Keller, discorre acerca das extensas evidências arqueológicas e históricas que podem ser observadas nas Escrituras. Dos seus estudos ele conclui:

Assombrosos e incalculáveis por sua profusão, esses dados e desco­bertas modificaram a maneira de considerar a Bíblia. Episódios que até agora muitos consideravam simples “histórias piedosas” adquirem de repente estatura histórica. Por vezes, os resultados da pesquisa coincidem com as narrativas bíblicas nos mínimos detalhes. Eles não só “confirmam”, mas esclarecem igualmente os acontecimentos históricos que originaram o Velho Testamento e os Evangelhos[5].

Aos interessados, dispus alguns desses dados e descobertas nas notas de fim para não tornar o texto extremamente longo e técnico[6]. Como mencionado anteriormente, a obra de Keller possui mais de 400 páginas, e a lista de evidências apresentadas por ele é extremamente longa, mas os poucos citados nas notas já nos dão uma boa idéia e confirmam a exatidão arqueológica e histórica da Bíblia.

Alguns céticos têm levantado questionamentos em torno de a Bíblia ter sido deturpada e de seus manuscritos terem sido deliberadamente corrompidos. Todavia, descobertas na arqueologia no século XX têm posto essa teoria por terra. Com respeito à exatidão dos manuscritos do Antigo Testamento, desde a descoberta dos Rolos do Mar Morto, documentos datados pelos eruditos como sendo de data anterior a Cristo, comprovou-se a precisão destes manuscritos. Relativamente aos documentos do Novo Testamento, “a descoberta de manuscritos primitivos em papiro (manuscritos de John Ryland, 130 A.D.; Papiros Chester Beatty e Papiros Bodmer, 200 A.D.)” [7] têm confirmado a exatidão dos documentos Neo testamentários.

Quando partimos para a questão referente ao cumprimento das profecias bíblias, entramos em outro campo impressionante. De fato, toda a Bíblia está repleta de profecias cumpridas, poderíamos apresentar uma lista imensa destas. Todavia, foquemos na pessoa de Jesus Cristo. “O Antigo Testamento contém mais de 60 profecias messiânicas e aproximadamente 270 ramificações cumpridas em uma única pessoa, Jesus Cristo” [8]. Isto é algo maravilhoso! Para uma compreensão ainda mais grandiosa vejamos o que demonstra Josh McDowell citando Peter Stoner: “[...] ao usar a moderna ciência da probabilidade em referência a oito profecias ‘descobrimos que a chance de qualquer homem que tenha vivido cumprir as oito profecias é de 1 em 1016’. Isso seria 1 em 10.000.000.000.000.000” [9]. A conclusão não poderia ser outra: o cumprimento destas oito profecias atesta que Deus inspirou os escritores delas! Lembremos, todavia, que o cálculo foi realizado apenas para oito profecias, Jesus Cristo, cumpre mais de 60! Nas notas seguem as profecias com as referências e seu cumprimento em Cristo[10].

O próprio Josh McDowell nos apresenta um quadro belíssimo da impressionabilidade que se percebe quando olhamos para as Sagradas Escrituras, sintetizando o que ele escreveu em Evidência que Exige um Veredito nós temos:

A Bíblia foi escrita durante um período de mais de 1.500 anos; durante mais de 40 gerações; por mais de 40 autores, que desenvolviam as mais diversas atividades: reis, camponeses, filósofos, pescadores, poetas, estadistas, estudiosos, etc. Escrita em diferentes lugares, em diferentes condições e sob diferentes circunstâncias. Escrita em três continentes: Ásia, África e Europa e em três idiomas: Hebraico, Aramaico e Grego. A Bíblia trata de centenas de temas controversos. Apesar disto, os autores bíblicos falaram de centenas de temas controversos com harmonia e conformidade, de Gênesis à Apocalipse. Existe uma única história revelada: ‘A redenção do homem por parte de Deus’.[11]

Novamente, aos interessados, consta nas notas a citação integral com todos os detalhes[12].

Sem dúvidas, este tema daria um texto bem maior. Todavia, creio que ele cumpre o que foi proposto. Eis a verdade posta diante de nós: sem sombra de dúvidas a Bíblia é a Palavra de Deus. Apenas Deus, em sua imensa sabedoria, poderia soprar Suas Palavras, e assim fazer com que homens tão diferentes, em diferentes épocas, em diferentes línguas, em diferentes regiões, falassem-nos uma mesma e grandiosa mensagem!   



 Notas


[1] A DECLARAÇÃO DE CAMBRIDGE. Disponível em: < http://www.monergismo.com/textos/credos/declaracao_cambridge.htm>. Acesso em: 12 de maio. 2012.

[2] A versão utilizada neste artigo é a Almeida Corrigida e Revisada Fiel ao Texto Original (ACF) publicada pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.

[3] CATECISMO MAIOR DE WESTMINSTER. Disponível em: < http://www.monergismo.com/textos/catecismos/catecismomaior_westminster.htm>. Acesso em: 12 de maio. 2012.

[4] CHEUNG, Vincent. E-book. Introdução à Teologia Sistemática. São Paulo: Arte Editorial, 2003, pp. 15-25.

[5] KELLER, Werner. E-book. E a Bíblia tinha razão... São Paulo: Melhoramentos, 1992, p. 05.

[6] “Em escavações efetuadas em Khursabad, na Mesopotâmia, ele [isto é, o arqueólogo francês Paul-Émile Botta] se encontrou inesperadamente diante das imagens em relevo de Sargão II, o rei assírio que despovoou Israel e conduziu seu povo em longas colunas. Os relatos das campanhas desse sobe­rano relacionam-se com a conquista de Samaria, igualmente descrita na Bíblia. [...] Na Palestina, são descobertos lugares e cidades muitas vezes men­cionados na Bíblia. Apresentam-se exatamente como a Bíblia os descreve e no lugar exato em que ela os situa. Em inscrições e monumentos arqui­tetônicos primitivos, os pesquisadores encontram cada vez mais perso­nagens do Velho e do Novo Testamento. [...] Como fizeram com Nínive e Nemrod — a antiga Cale —, como fize­ram com Assur e Tebas, que os profetas chamavam No-Amon, os pesqui­sadores despertaram do sono do passado a famosa Babel da Bíblia, com sua torre fabulosa. Os arqueólogos encontraram no delta do Nilo as cidades de Pitom e Ramsés, onde Israel sofreu odiosa escravidão, descobriram as camadas de fogo e destruição que acompanharam a marcha dos filhos de Israel na conquista de Canaã, e em Gabaon a fortaleza de Saul, sobre cujos muros o jovem Davi cantou para ele ao som da harpa; em Magedo descobriram uma cavalariça gigantesca do Rei Salomão, que tinha doze mil soldados a cavalo. [...] Do mundo do Novo Testamento ressurgiram as magníficas constru­ções do Rei Herodes; no coração da antiga Jerusalém foi descoberta a plataforma (litostrotos), citada por João, o Evangelista, onde Jesus esteve diante de Pilatos; os assiriólogos decifraram em tábuas astronômicas da Babilônia os precisos dados de observação da estrela de Belém” (KELLER, Werner. Op., cit., pp. 03-05).

[7] BÍBLIA. Português. A Rocha: a Bíblia que conduz às escolhas corretas. NVI [Notas e comentários Josh McDowell]. São Paulo: Editora Candeia, 2001, pp. 1295-1296.

[8] BÍBLIA. Português. A Rocha. Op., cit., p. 1289.

[9] BÍBLIA. Português. A Rocha. Op., cit., p. 1290.

[10]Nascido de mulher (Referência: Gn 3.15 - Cumprimento: Mt 1.30; Gl 4.4). Nascido de uma virgem (Referência: Is 7.14 - Cumprimento: Mt 1.18,24-25; Lc 1.26-35). Filho de Deus (Referência: 2 Sm 7.12-16; Sl 2.7 - Cumprimento: Mt 16.16; Mc 9.7; Lc 22.70; At 13.33). Descendente de Abraão (Referência: Gn 12.2-3; 22.18 - Cumprimento: Mt 1.1; Lc 3.23-34; Gl 3.16). Descendente de Isaque (Referência: Gn 21.12 - Cumprimento: Mt 1.2; Lc 3.23-24). Descendente de Jacó (Referência: Gn 35.10-12; Nm 24.27 - Cumprimento: Mt 1.2; Lc 1.33; 3.23-24). Descendente de Judá (Referência: Gn 49.10; Mq 5.2 - Cumprimento: Mt 1.2; Lc 3.23-24; Hb 7.14). Descendente de Jessé (Referência: Is 11.1,10 - Cumprimento: Mt 1.6; Lc 3.23,32). Descendente de Davi (Referência: 2 Sm 7.12-16; Sl 132.11; Jr 12.5 - Cumprimento: Mt 1.1; 9.27; 15.22; At 13.22,23). Nascido em Belém (Referência: Mq 5.2 - Cumprimento: Mt 2.1; 4.8; Lc 2.4-7; Jo 7.42). Recebeu presentes (Referência: Sl 72.10; Is 60.6 - Cumprimento: Mt 2.1,11). Morte de crianças (Referência: Jr 31.15 - Cumprimento: Mt 2.16-18). Preexistente (Referência: Is 9.6-7; Mq 5.2 - Cumprimento: Jo 1.1-2; 8.58; 17.5; Cl 1.17; Ap 1.17). Chamado de ‘Senhor’ (Referência: Sl 110.1; Jr 23.6 - Cumprimento: Mt 22.43-45; Lc 2.11). ‘Deus conosco’ (Referência: Is 7.14 - Cumprimento: Mt 1.23). Profeta (Referência: Dt 18.18 - Cumprimento: Mt 21.11; Lc 7.16; Jo 4.19; 6.14; 7.40). Sacerdote (Referência: Sl 110.4 - Cumprimento: Hb 3.1; 5.5-6). Juiz (Referência: Is 33.22 - Cumprimento: Jo 5.30; 2 Tm 4.1). Rei (Referência: Sl 2.6; Jr 23.5 - Cumprimento: Mt 21.5; 27.37; Jo 18.33-38). Unido pelo Espírito Santo (Referência: Sl 45.7; Is 11.2; 42.1; 61.1-2 - Cumprimento: Mt 3.16-17; 12.17-21; Mc 1.10-11; Lc 4.15-21,43; Jo 1.32). Zeloso por Deus (Referência: Sl 69.9 - Cumprimento: Jo 2.15-17). Precedido por mensageiros (Referência: Is 40.3; Ml 3.1 - Cumprimento: Mt 3.1-3; 11.10; Lc 1.17; Jo 1.23). Ministério inicial na Galiléia (Referência: Is 9.1 - Cumprimento: Mt 4.12-13,17). Ministro de milagres (Referência: Is 32.3-4; 35.5-6 - Cumprimento: Mt 9.32-35; 11.4-6; Jo 11.40-47). Mestre de parábolas (Referência: Sl 78.2 - Cumprimento: Mt 13.34). Entrou no templo (Referência: Ml 3.1 - Cumprimento: Mt 21.12). Montou um jumento (Referência: Zc 9.9 - Cumprimento: Mt 21.6-11; Lc 19.15-37). ‘Pedra de tropeço’ para os judeus (Referência: Sl 118.22; Is 8.14; 28.16 - Cumprimento: Rm 9.32-33; 1 Pe 2.7-8). ‘Luz’ para os gentios (Referência: Is 49.6; 60.3 - Cumprimento: At 13.47-48; 26.23; 28.28). Ressuscitado dos mortos (Referência: Sl 16.10; Is 53.10-12 - Cumprimento: Mt 28.6; Mc 16.16; Lc 24.46; At 2.31). Subiu aos céus (Referência: Sl 68.18 - Cumprimento: At 1.9). Sentado com Deus (Referência: Sl 110.1 - Cumprimento: Mc 16.19; At 2.34-35; Hb 1.3). Traído por um amigo (Referência: Sl 41.9; 55.12-14 - Cumprimento: Mt 10.4; 26.49-50; Jo 13.21). Vendido por trinta moedas de prata (Referência: Zc 11.12 - Cumprimento: Mt 26.15; 17.3). Dinheiro atirado no templo (Referência: Zc 11.13 - Cumprimento: Mt 27.5). Dinheiro usado para comprar o campo do oleiro (Referência: Zc 11.13 - Cumprimento: Mt 27.7). Abandonado pelos discípulos (Referência: Zc 13.7 - Cumprimento: Mt 26.21; Mc 24.27,50). Acusado por falsas testemunhas (Referência: Sl 35.11 - Cumprimento: Mt 26.59-60). Mudo diante dos acusadores (Referência: Is 53.7 - Cumprimento: Mt 27.12). Ferido e pisado (Referência: Is 53.5; Zc 13.6 - Cumprimento: Mt 27.26). Agredido e cuspido (Referência: Is 50.6; Mq 5.1 - Cumprimento: Mt 26.67; Lc 22.63). Alvo de zombarias (Referência: Sl 22.7-8 - Cumprimento: Mt 27.31). A crucificação (Referência: Sl 109.24-25 - Cumprimento: Mt 27.31-32; Lc 23.26; Jo 19.17). Mãos e pés traspassados (Referência: Sl 22.16; Zc 12.10 - Cumprimento: Lc 23.33; Jo 20.25). Crucificado com criminosos (Referência: Is 53.12 - Cumprimento: Mt 27.38; Mc 15.27-28). Orou pelos perseguidores (Referência: Is 53.12 - Cumprimento: Lc 23.34). Rejeitado por seu povo (Referência: Sl 69.8; 118.22; Is 53.3 - Cumprimento: Mt 21.42-43; Jo 1.11; 7.5,48). Odiado sem motivo (Referência: Sl 69.4; Is 49.7 - Cumprimento: Jo 15.25). Os amigos o abandonaram (Referência: Sl 38.11 - Cumprimento: Mt 27.55-56; Mc 15.40; Lc 23.49). As pessoas sacudiam a cabeça (Referência: Sl 22.7; 109.25 - Cumprimento: Mt 27.39). Ficavam olhando (Referência: Sl 22.17 - Cumprimento: Lc 23.35). Roupas repartidas e sorte lançada (Referência: Sl 22.18 - Cumprimento: Jo 19.23-24). Sofreu sede (Referência: Sl 22.15; 69.21 - Cumprimento: Jo 19.28). Ofereceram fel e vinagre (Referência: Sl 69.21 - Cumprimento: Mt 27.34; Jo 19.28-29). Clamou ao sentir-se abandonado (Referência: Sl 22.1 - Cumprimento: Mt 27.46). Entregou-se a Deus (Referência: Sl 31.5 - Cumprimento: Lc 23.46). Seus ossos não foram quebrados (Referência: Sl 34.20 - Cumprimento: Jo 19.33). Seu coração partiu-se (Referência: Sl 22.14 - Cumprimento: Jo 19.34). Seu lado foi traspassado (Referência: Zc 12.10 - Cumprimento: Jo 19.34). Trevas sobre a terra (Referência: Am 8.9 - Cumprimento: Mt 27.45). Sepultado no túmulo de um homem rico (Referência: Is 53.9 - Cumprimento: Mt 27.57-60)”.
(BÍBLIA. Português. A Rocha. Op., cit., pp. 1291-1292).

[11] MCDOWELL, Josh. E-book. Evidência que exige um veredito : evidências históricas da fé cristã. São Paulo: Editora Candeia, 1996, pp. 24-25.

[12]Esse é um livro: (1) Escrito durante um período de mais de 1.500 anos. (2) Escrito durante mais de 40 gerações. (3) Escrito por mais de 40 autores, envolvidos nas mais diferentes atividades, inclusive reis, camponeses, filósofos, pescadores, poetas, estadistas, estudiosos, etc: Moisés, um líder político, que estudou nas universidades do Egito; Pedro, um pescador; Amos, um boiadeiro; Josué, um general; Neemias, um copeiro; Daniel, um primeiro-ministro; Lucas, um medico; Salomão, um rei; Mateus, um coletor de impostos; Paulo, um rabino. (4) Escrito em diferentes lugares: Moisés, no deserto; Jeremias, numa masmorra; Daniel, numa colina e num palácio; Paulo, dentro de uma prisão; Lucas, enquanto viajava; João, na ilha de Patmos; Outros, nos rigores de uma campanha militar. (5) Escrito em diferentes condições: Davi, em tempos de guerra; Salomão, em tempos de paz. (6) Escrito sob diferentes circunstâncias: Alguns  escreveram  enquanto   experimentavam  o   auge da  alegria, enquanto outros escreveram numa profunda tristeza e desespero. (7) Escrito em três continentes: Ásia, África e Europa. (8) Escrito em três idiomas: Hebraico: a língua do Antigo Testamento. Em 2 Reis 18:26-28 essa língua é chamada de "judaica". Em Isaías 19:18, de "língua de Canaã". Aramaico: a "língua franca" do Oriente Próximo até a época de Alexandre o (Grande século VI a.C. - século IV a.C). 32/218 Grego: a língua do Novo Testamento. Foi o idioma de uso internacional à época de Cristo. (9) A Bíblia trata de centenas de temas controversos. Tema controverso é aquele que pode gerar opiniões divergentes, quando mencionado ou discutido. Os autores bíblicos falaram de centenas de temas controversos com harmonia e coerência, desde Gênesis até Apocalipse. Há uma única história que vai se revelando: ‘A redenção do homem por parte de Deus’”.
(MCDOWELL, Josh. Op., cit., pp. 24-25).

2 comentários:

  1. muito bom! excelente discrição copie e colei nos meus arquivo parabéns...

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    1. Obrigado pelo comentário Silvia.

      Deus abençoe a sua vida!

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