sábado, 19 de maio de 2012

Nossa vida cristã: os deveres práticos



                                                                                            por Jadson de Paula



Os deveres práticos para a praticidade cristã, nos remete a um precedente do pensamento central: o padrão de conduta. Quais os procedimentos morais em que devemos seguir? A epistemologia cristã nos conscientiza da presença do pecado, seus absolutos negativos, remetendo-nos a um desvio da resignação do protótipo secular, e a movimentar-nos sobre os valores nobres e amplos, de pensamentos e ações; perdidos com a queda do homem. A exortação prática ecoa para rompermo-nos com o mundo visível e passageiro, concernente a tudo que componha ao avesso dos absolutos de Deus -, sem transgredir os procedimentos da ordem na sociedade.  

Como o processo da vida efêmera, o movimento da sociedade se direciona para tudo que é visível e passageiro. Por conseguinte, o estilo de vida empregado nesse século, dos planos, desejos, aspirações, etc., são estabelecidos pela lógica da vida terrena. Assim, convivermos sobre os fundamentos deste século, não apenar nos condicionam ao conformismo, mas também, em sermos seguidores deste século. Governados por preceitos egoístas e restritos, além dos processos iníquos que envolvem esse mundo, forjarão nossas intenções e práticas. Vemos um cenário onde as pessoas estão cada vez mais distantes da Bíblia, uma igreja tecnocrata, materialista -,ser cristão pode não passar de uma nomenclatura com a qual nos acomodamos”. A exortação veemente negativa “não vos conformeis com este século” (Romanos 12.2), esclarece que ao contrário desse padrão secularista, o nosso deve ser regido, pelos interesses e pelas esperanças da eterna vida vindoura. A característica transitória da vida terrena é que não há nada que seja permanente. “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 João 2,17).

Como ponto fundamental de rompimento com a estagnação e, conformação com estilo de vida deste século; entramos num processo contínuo de transformação a partir da mente. Não é uma contemplação doutrinária -, mas algo que é o nosso dever prático; que seja profundo e permanente resulte numa direção de vida norteada em essência pela santidade. Que é o íntimo da nossa consciência “transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Romanos 12.2). Isso nos move em direção a um alvo, pois nosso axioma cristão é uma vida envolta em propósitos. Que nos aponta para uma vontade soberana de Deus que é boa, agradável e perfeita. Sermos transformados a partir da mente, não é um êxtase divino sobre nós, mas uma atitude prática, contínua, que necessariamente deve ser o nosso estilo de vida. Pois, conhecer a vontade de Deus, “boa, agradável e perfeita”, são práticas responsáveis de santificação sistemática. Como um padrão perfeito, revelado a nós que se encaixam perfeitamente nos planos divinos, para nossa conduta na terra. O rompimento com o pecado é o princípio da manifestação cristã, que pautará a transformação da mente e a não conformação com este século nos seus pensamentos e ações. Esse é o desafio da vida cristã nessa pós-modernidade, que foi no passado para todos os cristãos, em suas culturas e épocas. Sendo muito mais para nós, num cenário decadente dos valores morais e éticos na sociedade.

Notas
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[1] Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil.

[2] SWINDOLL, Charles. A igreja desviada. São Paulo. Editora Mundo Cristão, 2012.

[3] EDWARDS, Jonathan. A tirania do amor-próprio. Site:www.jonathanedwards.com

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