terça-feira, 22 de maio de 2012

Livro revela detalhes de guerra interna e escândalos dentro do governo central do Vaticano



Na última sexta-feira o jornal Il Corriere della Sera, publicou um resumo do livro “Sua Santidade, cartas secretas do Papa”. Escrito por Gianluigi Nuzzi, autor do best-seller “Vaticano SA”, sobre as finanças da Santa Sé. O livro é baseado em cartas confidenciais destinadas ao papa Bento XVI e ao seu secretário pessoal, Gerog Gaenswein, e descreve diversas manobras internas da liderança maior da Igreja Católica.
A obra, que foi lançada no sábado em toda a Itália, descreve manobras e confabulações dentro do Vaticano e inclui relatórios internos enviados para o Papa sobre políticos italianos como Silvio Berlusconi e o presidente da República Giorgio Napolitano.
De acordo com a folha.com, Nuzzi teve acesso, para a elaboração do livro, a centenas de documentos, incluindo alguns que levam o selo “Reservado”, que foram elaborados pela Secretaria de Estado, acredita-se que as fontes do escritor sejam funcionários dessa secretaria.
Resumindo o clima recente de guerra ocultada pelo poder dentro do governo central do Vaticano, a influente Cúria Romana, que minou a credibilidade da Igreja, as cartas secretas do Papa, tratam de assuntos sensíveis e polêmicos relacionados à Igreja Católica, como diretrizes para tratar de questões com o Estado italiano por ocasião da visita presidencial em 2009, e relatórios enviados para o Papa sobre escândalo sexual protagonizado pelo premiê italiano Silvio Berlusconi. As cartas tratam também do envolvimento de padres com pedofilia e escândalos sexuais.
Muitos acreditam que o livro é uma operação midiática para atacar o atual secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone, mão direita do Papa e número dois da Santa Sé, cujo nome está presente em muitos dos documentos.
Esse é considerado o maior vazamento de informações da história recente do Vaticano. Para investigar o vazamento, o Papa nomeou uma comissão de inquérito, em março passado, conhecidos como “Vatileaks”. Depois da nomeação dessa comissão, o jornalista afirma que não teve mais contato com o grupo que repassava tais cartas a ele.
Chamada por ele de “corvos” do Vaticano, Nuzzi afirma que essas pessoas lhe passaram os documentos entre “silêncios, longas esperas e precauções maníacas”.

Post orginal em GospelMais

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