sábado, 7 de abril de 2012

Os piratas da fé no apostulado do lado oposto da fé



por Jadson de Paula

A concepção acerca da realidade dos “falsos apóstolos, mestres, pastores, profetas”, etc., seria cabalmente irrelevante, se isso não fosse verdade. Na história do cristianismo os idólatras da própria ganância mental, apareceram no cenário cristão como potenciais inimigos da cruz de Cristo, por conseguinte, a toda conjuntura exposta pela verdade das Escrituras. Travestidos de religiosos com o escopo de tornar proveitosa a utilização do evangelho, como o meio de justificar os seus fins; se metamorfosearam em personagens religiosos falsificadores do evangelho, para o lucro, a dominação, o poder, a vaidade, etc.

Na conjuntura moderna do cênico cristão, os mesmos ganharam terreno, os títulos passaram a especificar o grau do cargo funcionalista desses profissionais da fé – “doutores quase Deus”. Inverteram o centro de atenção e de dependência de Cristo, para um mundo abstrato religioso criado pelos mesmos. No caso brasileiro, os impérios pessoais construídos pelos personagens “bispos e apóstolos”, mostram a dimensão da pirataria da fé.  O abuso em se utilizarem das coisas santas profanou as mesmas, na mente dos ouvintes, perverteram a crença, ao ponto de fazê-la ser, cética e materialista, nos templos modernos, faraônicos e salomônicos, ornamentados por cadáveres religiosos, onde a morte se esconde.

O conflito entre o pseudobispo (Edir Macedo) e pseudoapóstolo (Valdomiro Santiago), no hodierno brasileiro, traz à tona o estrago causado pelos tais. A verdade cristã é exposta a um mundo inimigo de Deus, num tempo onde a genuína fé é combatida, como se a mesma, fosse igual à mensagem pregada pelos piráticos da fé nos seus castelos de fortunas. Expõe o evangelho ao ridículo jogo de interesses dos seus ventres - peçonhas mortais, criando escândalos, desestimulando a fé de muitos a se perderem.  Anos de pirataria proporcionou a construção de impérios pessoais, à base de dízimos e ofertas, na lógica da ganância transformaram a piedade em lucro.

As anuais cifras milionárias, extraídas das plateias (dita cujo povo sem Deus), pelos marketings pregatícios dos bisporianos e pastoriqueiros dessas organizações pseudorreligiosas, presidenciadas pelos seus líderes “carismáticos” sustentam uma rede de pirataria da fé: televisão particular, rádios, jornais próprios, programas em emissoras de tv, templos luxuosos, etc., que propagam o “evangelho prospérrimo, triunfante, milagrizante, herético”; para todos aqueles que compram produtos piratas ao invés dos originais. Desse conflito escárnioso entre (bispo e apóstolo), um pior do que o outro, desprovidos da verdade, despidos de moral e ética, gananciosos pelo domínio do trono do evangelho falsificado. Não podem falar em nome do cristianismo! Podem palavrar suas loquacidades astuciosas: “Eu determino, eu não aceito, etc.”. Não são “santos” nas arenas, nem tão pouco, vítimas de um satanás enlouquecido que se manifesta em seus templos, são os mesmos contraversores da genuína fé cristã – qual o proveito desse dito evangelho ao cristianismo? Deus foi glorificado com esse clero fortunato? Qual foi a sua utilidade para a sociedade? Manifestem-se os aliados, provém pela verdade, de que tudo isso foi verdade cristã. A não ser a realidade de um enriquecimento mútuo desses ditos religiosos e a edificação imperiosa subjetiva de um sistema de poder e dinheiro, avesso a cruz de Cristo “dirigem suas afeições às coisas da terra, e sua conduta está em completo desacordo com a santa lei de Deus” (Spurgeon).

“Assim como, no meio do povo surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras [...], e muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles será difamado o caminho da verdade; também movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias” (1 Pedro 2. 1-3, ARA).


Notas
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[1] Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil.

[2] SPURGEON, Charles Haddon. Sermão em texto. Os inimigos da cruz de Cristo. Site: www.charleshaddonspurgeon.com

[3] STTOT, John. Sermão em texto. Falsos profetas. Site: www.ocalvinismo.com

[4] FOSTER, Richard. Dinheiro, poder e sexo. São Paulo. Editora Mundo Cristão, 2005.

[5] SWINDOLL, Charles. A igreja desviada. São Paulo. Editora Mundo Cristão, 2012.

[6] http://portugues.christianpost.com. Valdomiro atrasa pagamentos a emissoras que veiculam seus programas.

2 comentários:

  1. Muito bom os artigo, Parabéns pessoas, fiquem na paz do senhor Jesus.

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  2. O pior não é eles fazerem tal artificialidade com o evangelho... o pior não é esses evangelismos novos, que não converte tanto, não santifica tanto como achamos que deveria ser o efeito, no caso, se fosse pregado o verdadeiro evangelho... o pior é que nós, que "olhamos" e criticamos isso, não fazemos melhor e nem apresentamos frutos melhores... e se neste estado mental crítico fizermos, segundo os nossos olhos, "algo melhor" para Deus, teremos só mais um partido espiritual artificial e inchado pelo orgulho.

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