sexta-feira, 6 de abril de 2012

Magno Malta defende Malafaia no Senado e fala em criação de “império homossexual” no Brasil






O senador Magno Malta discursou na terça-feira (3) na tribuna do Senado e defendeu o pastor Silas Malafaia contra o que chamou de criação de um “império homosexual no Brasil”.
O parlamentar defendeu o pastor da Igreja Vitória em Cristo, dizendo que grupos homossexuais estão tentando calar o líder religioso, cujas opiniões são contrárias à homossexualidade.
Malafaia está sendo processado por se manifestar contra os organizadores da 15ª Parada do Orgulho Gay de São Paulo. Os participantes do evento levaram, em junho de 2011, figuras de santos católicos em posições polêmicas para a Avenida Paulista.
Em seu programa de TV, Malafaia teria aconselhado os católicos a “baixar o porrete” e “entrar de pau” nos participantes e organizadores que utilizaram as imagens dos santos. A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão considerou que o líder religioso incorreu em homofobia pois utilizou termos agressivos contra os homossexuais que faziam parte do evento. Para o procurador Jefferson Aparecido Dias ele teria se comportado como “assassino de homossexuais”.
Para Malta, a intenção dos homossexuais é calar opiniões contrárias à prática homossexual, de acordo com a agência Senado. Ele recordou o episódio em que um bispo da Igreja Universal chutou a imagem de uma santa em um programa de TV. O parlamentar questionou onde estariam os defensores das imagens católicas, que na época do episódio defenderam tão veementemente a santa, fazendo críticas aos evangélicos.
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse estar ciente do processo e que a expressão usada por Malafaia foi usada para dar idéia no sentido de dar veemência às idéias expressadas. Para ele, os grupos contrários estariam agindo com intolerância com relação ao líder religioso.
“Eu li tudo e acho que estão agindo com intolerância contra Malafaia, ele não estava incitando a violência física”, ponderou. O Ministério Público pediu que Malafaia faça uma retratação utilizando o dobro do tempo gasto com os comentários.

Estupro
Em seu pronunciamento, Malta ainda se posicionou contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de absolver um acusado de estuprar três meninas de 12 anos. O STJ relativizou a presunção de violência em casos de estupros de menores, pois as meninas atuavam como prostitutas. “Os ministros presentes ao julgamento olharam “a letra morta” da lei e ignoraram o sofrimento de uma garota pobre que luta pelo pão diário entregando seu corpo por dinheiro”, disse Malta, que é presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia.

Fonte: Holofote.net

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