sábado, 14 de janeiro de 2012

O Deus que se canta, não é o Deus que se vive.



por Jadson de Paula

Quando penso a respeito da música cristã como gênero musical composto e produzido para expressar a Deus o tributo a Sua majestade, realeza e glória, o dar-Lhe graças pelos Seus feitos (Yadah), o bendizer pela Sua graça (Barak), e o louvor pelo que Ele é (Balal), etc.; reflito a contemporaneidade da musicalidade cristã, se é por demais mercê, nomenclaturar o gênero como um todo nesse termo.
Um catecismo antigo e pequeno já dizia que a finalidade principal do homem é glorificar a Deus. Herbert M. Carson expressou que “para adorar a Deus, é necessário compreender o propósito pelo qual fomos criados”. Vejamos o narrativo presente de uma grande parte do show gospel – se canta, dança, pula, grita, inova-se, etc., pouco se pensa, se reflete, se julga, se critica, sobre o que é cantado. - O que importa é fazer parte do show! Muito dos conteúdos vocábulos das melodias são incoerentes e, infundadas, diante da conjuntura divina revelada na Bíblia. A inspiração é demasiadamente o (elo perdido) na musicalidade gospel contemporânea, para ser mais um fetiche de mercadoria. – Para quem está se cantando? O que exatamente está se cantado? O estranho é confundido como um estratagema. Cantores “cristãos” fazem tributos a músicos seculares, outros participam de shows carismáticos, numa espécie de ecumenismo, além das parcerias para gravarem músicas de temas da telinha global... E, os mais enlatados que estão por aí.
Deixado o berço humilde cristão das entranhas das igrejas, a sonoridade gospel adentrou ao mercado dos (milhões). A ética protestante consubstanciada ao espírito do capitalismo é o New Deal da mercadização fonográfica – espaço proeminente de lucro e não para a glória de Deus. A piedade não é fonte de lucro (1 Timóteo 6.5). Romperam-se barreiras, quebraram-se “preconceitos”, neutralizaram-se as críticas das espadas do mundo; afinal, é o produto a ser vendido. Agora, há um festival de promessas, e umas badaladas musicais entoadas no mundo secular. Não que isso não seja de bom proveito, - é luz na escuridão! Desde que, a luz apontasse para Cristo; essa ingenuidade letal teria cura.
O papel importante da música cristã e, a sua notoriedade, só terá a justa deferência, quando estiver exercendo a essência da sua função, pelos princípios e valores, pelos deveres e prazeres, pelos deleites e alegrias em que encontramos em Deus. Com uma consciência exata do que Ele é, do que nós somos, do que não podemos fazer e o que devemos ser. Não um espaço para um novo levitismo incumbidos de um moderno sacerdócio adorativo – músico evangelista. 
Não podemos nos adaptar as transformações de uma época e as alteridades culturais, para nos flexionarmos as metodologias e estratégias, se elas contrariam a verdade de Deus. O compromisso com a verdade não é desprovido de consciência e supressão de objetividade. Nosso axioma não se deduz de proposições e fé vergável, pois, a apreensão mental cristã é fundada nas perfeições divinas reveladas nas Escrituras Sagradas; não apenas, no que diz respeito à doutrina, mas na totalidade da vida. Isso nos é suficientemente e, eficazmente, para nos pôr em jornada de compromisso com a verdade de Deus.  Sem desafinarmos na entoação da adoração a Deus, “contrariando o espírito de uma época, sabendo que isso não renderá à igreja a popularidade” (Grifo meu – Martin Weigaertner).

Notas
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[1] Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil.
[2] Bíblia de Estudo Thompson Temas em Cadeias, publicada pela Editora Vida.
[3] JONES, Martyn Lloyd. Sermão em texto. O chamado à firmeza. Site: www.bomcaminho.com
[4]SPURGEON,Charles Haddan. Sermão em áudio. As exigências de Deus. Site: www.audível.com

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