sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Em artigo, escritor rebate tese ateísta de que Adolf Hitler seria um cristão



Em um artigo escrito para o site Townhall, o escritor e conferencista Dinesh D’Souza argumentou contra as teses propagadas por ativistas ateus de que Adolf Hitler era cristão.
Com o título “Was Hitler a Christian?” (‘Seria Hitler um cristão? ’, em tradução para oportuguês), Dinesh rebate o principal argumento usado por um dos maiores ativistas ateus da atualidade e escritor, Sam Harris, que entende que Hitler era um cristão por ter nascido num lar católico e nunca ter renunciado sua fé publicamente, além de ter escrito no livro anti-semita “Mein Kampf” que a perseguição aos judeus era um mandamento divino: “Ao me defender dos Judeus, defendo o trabalho do Senhor”, afirmou o líder nazista em eu livro.
Em seus argumentos de resposta à tese do ateu Sam Harris, Dinesh afirma que “Hitler guardava um desdém especial pelos valores Cristãos da igualdade e compaixão, os quais ele identificou com a fraqueza. Os principais conselheiros de Hitler, como Goebbels, Himmler, Heydrich e Bormann eram ateus que odiavam a religião e buscavam erradicar sua influência da Alemanha”.
O líder nazista era adepto da teoria da evolução e via na difusão das ideias cristãs, um sério oponente contra a difusão daquilo que entendia ser ideal. Dinesh afirma que no livro “Hitler’s Table Talk” (“Conversas informais de Hitler”)” há “uma coleção reveladora das opiniões privadas do Führer, reunida por uma assistente próxima durante os anos de guerra, que mostra Hitler como sendo furiosamente anti-religioso. Ele chamava o Cristianismo de uma das maiores “calamidades” da história”. Adolf Hitler, segundo os registros desse livro, teria dito que ao final de seu processo de purificação da raça ariana, os alemães estariam livres do que ele entendia ser uma fraqueza: “Vamos ser as únicas pessoas imunizadas contra essa doença”, teria afirmado o Führer, sobre o cristianismo.
Após apresentar seus argumentos, o articulista Dinesh D’Souza menciona que parte das teses nazistas foram baseadas nos ideias ateístas do filósofo Friedrich Nietzsche, e pergunta porque o escritor Sam Harris acha que Hitler seria um cristão: “Sam Harris simplesmente ignora as evidências das afinidades nazistas por Darwin, Nietzsche e o ateísmo. Então que sentido tem sua alegação de que os líderes nazistas eram ‘sabendo disso ou não’ agentes da religião? Evidentemente, nenhum sentido”, conclui Dinesh.
Para acessar o artigo original em inglês, acesse este link. O artigo foi traduzido por Maximiliano Mendes, e pode ser lido na íntegra através do blog “Apologética no Japão“:

 Post original em GospelMais

Um comentário:

  1. Quem conhece a história sabe que os nazistas em geral e o diabo do hitler especialmente seguiam ideais religiosos de uma seita mistica que desejava reconstruir a religião primitiva da europa pré-cristã (alemanha especialmente).A maldita religião primitiva dos europeus pregam as mentiras de superioridade racial dos europeus. O que tem tudo a ver com o maldito nazismo.

    A grande questão é que os europeus ao introjectarem o cristianismo como um bem cultural que lhes pertence apenas, geraram essa ideia de "povos cristãos" e povos pagãos. Ninguem nasce cristão! Cada geração tem que se converter.Eles acham (ou achavam ) que são cristão por natureza..Enfim!!! Alemanha nazista era sim "cristã" , tanto quanto o Brasil tem se tornado gospel e os E.U.A se vangloriam .O cristianismo era (é?) a fé da maioria dos alemães que apesar de tudo miscigenaram sua "fé" as diabólicas ideias de superioridade racial e delírios de poder dos nazistas.Hitler fez pactos com as igrejas e quem discordou fugiu (eis a provação pra quem era cristão de verdade) pra não morrer.A cúpula nazista pertencia a uma seita diabólica mas posava de cristã nacionalista num discurso anti-semita criado equivocadamente pelos próprios cristãos no decorrer do tempo.

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