quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A distinta fé cristã na presente época



por Jadson de Paula

A representação da realidade atual no contexto da “fé cristã” nos remete a uma geração de [crentes] afetados por uma apatia mental preguiçosa e, espiritualmente leiga. Para muitos se aceita tudo em nome de Deus – sem haver questionamentos se há conformidade com as Escrituras Sagradas.

Os números que apontam um crescimento percentual dos professos evangélicos no Brasil, não revelam a homogeneidade do evangelicalismo que adentrou no século XXI. Uma massa de analfabetos da Bíblia, prosélitos dos profissionais da fé – fetichizam o sobrenatural, tornando-se ávidos por novidades espirituais conduzidos ao sabor dos ventos de doutrinas. Numa relação de adulações e interesses sem o compromisso com a verdade de Deus.

Entramos no cenário geográfico evangélico que se dissipa para além da rústica espiritual, galgando espaços em diversas áreas dessa sociedade. Conquistas que pesadas na balança, revelam-se pouco exitosas na sua grande maioria, tornando-se abjetos resultáveis de uma realidade permeada por uma confusão espiritual.

Os tempos hodiernos é panoramizado por uma ortodoxia morta e um antropocentrismo teológico, no cênico evangelical moderno, cheio de novidades em nome de Deus a favor dos homens [especificamente, o homem é o centro]. A idolatria ganhou novas faces e novos adeptos, pois o fetichismo de agora é o evangeliquez propérrimo, peculiarizado pela mensagem humanista do trono e não da cruz. Consubstanciado pela inserção psicologizante das pregações e, livros socorristas ao ego humano, caracterizado pela auto-ajuda, num distanciamento profundo da Bíblia como guia único e verdadeiro para os homens.

O relativismo no contexto evangélico nunca foi tão forte, como no presente tempo. A arena da escolha moral demonstra uma corrosão de princípios espirituais, os quais são trocados pelas leguminosas subjetividades sedutoras, corrompíveis e efêmeras desse mundo. “O chamado a renovação ética” (Foster, 2005); é o desafio para os “Luteros” atuais. Diante de um cenário moral e espiritual permeado de transformações. Mas, não estamos órfãos de respostas; a verdade de Deus é preeminente suficiente e, soberana. Plena de respostas às necessidades humanas – a bússola para a regra de fé e prática no contexto espiritual, social e cultural. Não precisamos de novidades espirituais - a maior necessidade; essencialmente gritante é de pessoas que vivam fielmente, a revelação plena de Deus para as nossas vidas. A verdade serve-nos de amparo – Deus conhece os Seus e, sua igreja é bem distinguível nessa arena labutante.

Somos outorgados numa legitimidade divina para combater o bom combate. Nossa ética, não está a serviço de mercadificação de preceitos espirituais. A tolerância ao pecado é um suicídio espiritual, ser voz gritante contra as manifestações do pecado e das incitações a fé e preceitos espirituais, é a nossa probidade. Não estamos para formar uma “cultura cristã”, regimentando o Estado; pois isso são coroas de feno, a pátria celestial é o lugar honroso. A fé que nos foi concedida é vivida pela razão, e, por meio da razão devemos lutar pela fé. É importante que sejamos afirmativos e claros, no que diz respeito aos elementos do cristianismo. Pois, a fé cristã bíblica, apostólica e histórica, já definiu os fundamentos nos quais devemos nos firmar. Sendo para nós a definição clara de uma distinta e, genuína crença; diante de um cenário errante. “Temos de manter os olhos fixos em nosso objetivo, que está bem a nossa frente, e passar reto no meio dos erros” (C.S. Lewis).


Notas
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[1] Bíblia de estudo Almeida Revista e Atualizada, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil.
[2] FOSTER, Richard. E-book. Dinheiro, sexo e poder. São Paulo. Editora Mundo Cristão, 2005.
[3] LOPES, Hernandez Dias. E-book. Apocalipse, o futuro chegou. São Paulo. Selo Hagnos, 2005.
[4] SPURGEON, Charles. Sermão de áudio. Avalie o preço. Site: www.audivel.com.

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