• Em 2018 o evento contará com a presença de um grande número de preletores, entre eles o pastor estadunidense Paul Washer que é o diretor e coordenador de Missões da "Sociedade Missionaria HeartCry".
  • "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos". (Sl 119.105)
  • "Orai sem cessar. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não apagueis o Espírito". (1Ts 5.17-19)
  • "Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé". (Rm 1.16,17)
  • "[...] exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos". (Jd 3)

domingo, 24 de dezembro de 2017

Nasceu o Rei


Por Karoline Evangelista

“Onde está aquele que é nascido rei dos judeus?” (Mateus 2.2a)

O coração do homem é um palácio, no seu trono, sempre há um rei assentado, este é forte, domina a mente, domina o corpo e está pronto a lutar contra qualquer que ouse tomar o seu lugar. “Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? ”. Essa pergunta faz estremecer todo o nosso ser pelo rugido feroz do Herodes que habita em nós. Herodes é egocêntrico, sanguinário! Quantos morreram? Quantos morrerão? A veia da qual escorre tanto sangue, em troca de poder, emana do nosso coração. Nasceu O Rei! Há vários reis. Porém, apenas um pode reinar.

O nosso coração é inclinado a levar ao trono aquele rei que é aclamado pelo mundo. O mundo coroa os que nascem em berço de ouro, os que moram em cidades de grande desenvolvimento, os que são diplomados, bonitos, doutores, ricos, independentes! Deus não vê como o mundo vê. O Rei dos reis quando enviado ao mundo, nasce em uma manjedoura, um nazareno, torna-se carpinteiro, não ajunta tesouros na terra, serve a quem não merece seu favor, acolhe crianças, honra mulheres, morre como um maldito para tornar filhos de Deus, homens que antes eram inimigos.

Enquanto o mundo se surpreende com a força do gigante Golias, Deus escolhe usar os braços fracos do pequeno Davi. Quando o mundo favorecia os irmãos mais velhos, Deus escolheu Abel ao invés de Caim, Isaque e não Ismael, Jacó a Esaú, Davi, em detrimento de seus irmãos mais velhos e mais interessantes aos olhos humanos. Quando o mundo desprezava as mulheres estéreis e de pouca beleza, Deus mostra o seu poder na vida da idosa Sara, da desprezada Leia, das estéreis Rebeca, Ana e Isabel. Toda essa contradição por quê? Porque o cristianismo é diferente de tudo aquilo que empodera o nosso eu. Cristo veio para os fracos, perdidos, a fim de mostrar que não é pelo nosso mérito que o céu é alcançado. Seu reino não é deste mundo!

Que rei assenta no trono de nosso coração? Se recorremos à sala real para pedir que todos os nossos desejos sejam satisfeitos, não é o Rei dos reis que estende o cetro para nós. Se glorificamos o rei que realiza os nossos sonhos, massageia o nosso ego e faz-nos dignos do aplauso do mundo, é o nosso eu que adoramos. O Rei dos reis é Soberano, não se dobra às nossas vontades tolas, não dá crédito aos nossos caprichos, Ele abomina a vaidade insana desse mundo passageiro. Ele não aceita barganhas, Ele não quer ser adorado por interesseiros, mas por adoradores verdadeiros. Herodes pode ser o seu dinheiro, a sua família, os seus prazeres, os tesouros que você estima acima de Deus, aquilo que reina em seus pensamentos, aquilo que abala as suas emoções. Quem reina em seu coração? É Natal! “Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? ”.





As postagens são de inteira responsabilidade dos autores e as opiniões nelas expressas não refletem, necessariamente, a opinião dos outros colunistas bem como do Corpo Editorial do Blog

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Dr. R.C. Sproul, chamado para a casa do Pai


Dr. R.C. Sproul foi para casa para estar com o Senhor na tarde de hoje por volta das 15 horas, cercado por sua esposa, Vesta, e sua família numa sala de hospital em Altamonte Springs. Ele tinha 78 anos e morreu pacificamente depois de ter sido hospitalizado há doze dias devido a dificuldades respiratórias severas.

Conhecido por milhões de cristãos como simplesmente "R.C.", ele foi usado pelo Senhor para proclamar, ensinar e defender a santidade de Deus em toda a sua plenitude. Através de seu ministério de ensino, muitos de nós aprenderam que Deus é maior do que o que sabíamos, nosso pecado está mais profundamente enraizado do que imaginamos, e a graça de Deus em Jesus Cristo é esmagadora.
Deus o para proclamar o evangelho a tantas pessoas quanto possível. Ele sabia que o Senhor não precisava dele. Na verdade, ele queria que as pessoas conhecessem o testemunho duradouro e fiel dos servos de Deus ao longo da história da igreja. Deus utilizou poderosamente o seu ministério séculos 20 e 21 para despertar as pessoas ao redor do mundo acerca das verdades do cristianismo.

O impacto de seu ministério na história da igreja será avaliado em outros dias, semanas, meses e anos. Neste momento, sentimos imensa tristeza e perda profunda - a perda de um pastor, um professor, um líder, um irmão em Cristo, um amigo.

Dr. Sproul agora vê o objeto de sua fé, o Cristo ressuscitado, elevado e levantado. Ele agora ouve o cântico dos serafins diante do trono: "Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; Toda a terra está cheia de sua glória!"


Com informações www.ligonier.org

domingo, 15 de outubro de 2017

O que é bonito é para ser mostrado?


Por Rogério de Sá

O que é bonito é para ser mostrado? É muito natural ver mulheres postando fotos seminuas. Com o advento de redes sociais como o Instagram isso se tornou cada vez mais cotidiano, e o cotidiano tende a se tornar comum, natural e aceito pelo sistema do mundo. E isso se estendeu aos homens. Agora é normal ver homens exibindo fotos de corpos malhados como troféus para chamarem a atenção do sexo oposto tal como pavões exibem suas caldas para chamarem a atenção das fêmeas.

Até aí você pode me dizer: não vejo nada de errado com isso. Eu também não vejo nada de errado com o mundo seguindo o padrão do mundo. Mas, a partir do momento que os cristãos começam a seguir o mesmo padrão de comportamento e dizer que não existe nada de errado em postar fotos seminus, subtende-se que Deus também não vê nada de errado. Um exame apurado das Escrituras e sincero vai nos confrontar com esse padrão. Moças ou mulheres crentes começam a mostrar partes do seu corpo para todos em uma rede social. Qual o propósito disso? Será que um cristão é capaz de, sinceramente, dizer que não há nada de errado nisso? Que há pureza aí? “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 João 2:16,17).

Concupiscência é o anelo de prazeres sensuais. Qual o propósito de um cristão postar esse tipo de fotos? Estimular a concupiscência da sua carne inflamando os seus desejos sexuais e os dos que estão olhando. O apóstolo é mais específico falando da concupiscência dos olhos, deixando bem claro que é o pecado que vem por meio do ver, que por sua vez leva ao desejar. Então não há nada de errado? Para o mundo nada é errado, é tudo relativo, mas para Deus a resposta é: “Não procede de mim, mas do mundo”.

Antes de postar sua selfie se pergunte: “No que isso vai glorificar a Deus? ”. Como você pode glorificar a Deus postando a marca do seu biquíni ou o seu peito e abdômen definidos? Se você me dizer que consegue glorificar a Deus fazendo isso, cara, eu te pergunto novamente: “Qual deus você deseja glorificar? O seu deus que você mesmo criou? Ou você mesmo se tornou seu próprio deus? ”.

Se pergunte: “Por que eu acho que uma certa parte do corpo precisa ser vista por outros? Que sensações eu quero causar neles? ”. Meu amigo cristão, se essas perguntas não te incomodam, ou não te fazem refletir eu convido a relembrar as palavras do apóstolo Paulo: “Examine-se o homem a si mesmo”, e ao se examinar elabore um bom argumento quando estiver perante o Juiz de toda terra.

Oséias fala no seu livro: “porque abandonaram o Senhor para se entregarem à prostituição, ao vinho velho e ao novo, o que prejudica o discernimento do meu povo”. (Oséias 4:10,11)

Mas o que prostituição tem a ver com o assunto, e por que a prostituição prejudica o discernimento do povo de Deus? Prostituição tem a ver com infidelidade, e na Bíblia frequentemente está associada a prática de colocar outras coisas no lugar de Deus. A maior motivação da exposição do corpo é o de mostrar principalmente ao sexo oposto aquilo que deveria ser mostrado apenas na intimidade do casal dentro de um casamento. Quando essa intimidade é compartilhada de forma pública você está prostituindo aquilo que pertence a uma só pessoa, aquela que Deus escolheu para você, e essa prática é tão irracional quanto o efeito do vinho sobre o ser humano. A consequência é o ato de prejudicar o discernimento, entendimento do povo, que podemos entender como desprovimento de inteligência.

Mas qual a relação? A relação é que pessoas inteligentes não se expõem. Elas se valorizam, pois têm a consciência de que seu corpo não está à venda e os que se interessarem por elas devem primeiramente conquista-las para depois terem acesso ao seu conteúdo.

Não estou condenando as selfies, pelo menos não as que revelam o seu caráter cristão. Mostre ao mundo por meio das suas redes sociais menos de você, e mais do mundo ao seu redor. As palavras de Jesus nunca passarão. E ele disse: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus”. (Mateus 5:20)

Falo como alguém que chegou a postar fotos desse tipo. Posso não ter despertado nada em alguém que tenha visto meu Instagram, mas percebi o quanto é incoerente. É mau? Pule fora. Só parece ser mau? Pule fora. “Abstende-vos de toda a aparência do mal”. (1 Tessalonicenses 5:22)

Concluo com as palavras do apóstolo Paulo que é Palavra de Deus: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. Como também eu em tudo agrado a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que assim se possam salvar”. (1 Coríntios 10:31-33)

Malhem, não abusem do Whey Protein, tenham uma vida saudável e um corpo bonito, mas guardem isso para seus cônjuges. Se tiverem que atrair alguém que seja pelo amor que vocês têm por Cristo.


Amém.


As postagens são de inteira responsabilidade dos autores e as opiniões nelas expressas não refletem, necessariamente, a opinião dos outros colunistas bem como do Corpo Editorial do Blog

domingo, 1 de outubro de 2017

A Igreja e o Descaso dos Fortes


Por Pedro Henrique

Francisco Barnabé é um dos filhos de Dona Santina, uma mulher destemida que entende a importância de educar bem os filhos. Viúva, perdeu o marido cedo, no tempo dos seus 40 anos de idade. Logo decidiu com firmeza que não mais casaria, que criar os filhos seria a sua dedicação. É certo e evidente que pode contemplar a consequência do esforço, pois Barnabé, o mais novo dentre os filhos, é hoje um doutor, um homem dedicado às ciências, mas que nunca abriu mão da prática da piedade e do ofício de pastor a ele concedido.

Vindo de uma cidade pequena do interior da Paraíba, é simples, dono de uma mente que não se cansa com questões sem sentido, exceto quando pode tirar alguém de ideias próximas ao suicídio, que são tão comuns nesses dias. A sua vocação ao chamado é notória, amado por todos os membros da igreja em que é pastor presidente (o líder maior), se deparou com situações sérias, que são capazes de destruir até a alma do mais experiente homem cristão. Dentre as sérias situações que vivenciou, uma se destacava e ecoava em sua mente, levando-o a pensar na real situação da Igreja Invisível, a Noiva por quem os antigos entregaram suas vidas.

Uma pequena comunidade cristã sofria nas mãos de um líder que usava da influência conquistada durante os anos de seu ministério para estabelecer a própria vontade. Seu povo cansado, mas sincero, sofria fortes tensões na alma envolvida de um sentimento de solidão, e se não fosse o Espírito de Deus, que lembrava que sempre há choro em Sião, muitos teriam desistido da caminhada junto aos irmãos conhecidos de longas datas. Barnabé percebeu que há muito da história de uma comunidade dentro dos corações com raízes profundas, mas não entendia o porquê de tamanho descaso não mitigado. A vida do ego do líder, que devia cuidar com dedicação daquele povo, era evidente diante de tamanho descaso. Um homem perdido em meio aos próprios desejos arrogantes.

Barbané atormentado pelo conhecimento da triste realidade daquela comunidade, e de tantas outras que sofrem questões sérias, decidiu em secreto recorrer ao senhor Saú, um homem bem sucedido, dono de uma boa oratória, que veio de uma família do sul do país, um líder destacado entre os demais. Não é de se admirar, o senhor Saú constantemente precisava tratar de questões sérias, porque era o administrador daquela região. Barnabé em uma conversa particular, que aconteceu na própria casa de Saú, relatou os diversos descasos com a Noiva, e após ouvir com tamanha atenção todos os fatos, Saú ficou um tempo em silêncio, pois a sua posição requer uma certa medida de coragem e zelo, porém com desrespeito para com todos os que estão a mercê de decisões corretas, decidiu que não se inflamaria com questão que deve ser tratada pela própria comunidade, pois deve ser forte em suas decisões.

Por que causa devem lutar os homens? Constrangido com tanto descaso, Barnabé percebeu que a instituição, no que diz respeito a força da influência e a posição exercida, está em muitos lugares corrompida como a Igreja de Roma encontrava-se naquele Tempo de Trevas. É a instituição uma máquina que precisa de engrenagens para continuar rodando, mas muitas vezes perdida no meio de interesses individuais, e que a real igreja,  formada de uma gente sincera, é desrespeitada no oculto onde os demais não conhecem, e em público é  tratada muitas vezes com textos criados para a vida do ego e produções midiáticas que escondem o interesse dos fins.

O descaso dos que podem tomar medidas corretas era um tormento não repentino, silencioso e rasteiro, daqueles contados ao pé do ouvido quase em sussurros para que muitos não saibam. Quem sabe alguns se levantassem com a bravura de Wyclife, ou com a coragem de Savonarola, que por pregar a virtude, foi condenado a morte. Esse tempo precisa de convicções! Barnabé lembrou das incríveis palavras de Lutero na Dieta de Worms: um homem não deve ir contra a sua consciência. Temo que a consciência daqueles que podem agir estejam aleijadas e endurecidas nesses dias. Ele decidiu em última tentativa recorrer ao Núcleo de Líderes, um certo departamento responsável por questões que envolvem vocacionados. Talvez encontrasse ali decisões justas, mas não demorado, recebeu a notícia de que aguardariam uma posição primeira da soberana comunidade. Os que possuem influência e poder para agir conforme a verdade esperam dos mais simples e menos influentes enquanto escondem suas faces. Barnabé pensou que se preferem não agir por questão aparentemente ética (a de se meter em questões alheias), o façam porque o comportamento de seus líderes deve ser de interesse do departamento. O silêncio indevido é uma resposta infeliz aos que tem esperança em encontrar solução para questões importantes.

Desfalecido por triste realidade, mas fundamentado na verdade, Barnabé lembrou da coragem e convicção de Lutero ao pregar as teses na porta da igreja de Wittenberg. Ele decidiu que usaria a arma do protesto lícito o quanto fosse possível contra a triste realidade que se espalha na surdina, como uma peste que anda na escuridão, e que toma as mentes que se voltaram contra a causa de Deus pela vida do Ego que oprime as pobres almas que devem ser amadas enquanto crescem no conhecimento do seu Criador. Nesses dias precisamos da convicção que uma verdadeira teologia gera no coração de um homem para conduzi-lo em um compromisso diário que se exprime em atos justos em favor da Noiva de Cristo.

Que nesses dias tenhamos pregadores que lutam contra a posição de líderes que maltratam a igreja de Cristo sempre que for oportuno, que preguem a verdade que é contra a injustiça tão presente dentro das igrejas que precisam mudar a partir de seus líderes, que quando perdidos, amam mais a si mesmos e as riquezas do que a causa que lhes foi dada por Deus. Por lucros e poder vestem-se de imundícia, mas se fosse apenas o exterior, do interior uiva um espírito de lobo que maltrata as ovelhas, e ainda que não sejam todos lobos devoradores porque o miserável homem pode insistir em voltar à imundícia, é certo que os lobos serão castigados mesmo que tenham escondido os trapos imundos e fugido para lugares distantes.

Pregador, sua obrigação é sempre para com a verdade, e é para dar conta da sua vocação que você é cobrado. Você é lembrado a esse respeito antes de ir a um púlpito, e ali não deixe dominar seus próprios interesses. Nos dias de sua vida, a sua boca será calada por suas decisões para não contradizer outras pessoas quando você pensar primeiro em sua reputação. Lembre-se de George Whitfield que pregou fora de casa depois de ter as portas da igreja fechadas para a sua pregação.

Deus seja contigo!





As postagens são de inteira responsabilidade dos autores e as opiniões nelas expressas não refletem, necessariamente, a opinião dos outros colunistas bem como do Corpo Editorial do Blog

domingo, 24 de setembro de 2017

O círculo céptico do homem no fiasco da vida secular


Por Jadson de Paula

Eclesiastes é um convite a discussão do vazio teórico e pragmático da vida sem o sentido, valor e propósito em Deus. O Pregador de Eclesiastes traça um roteiro da vida humana debaixo do sol, em sua conjuntura de fôlego e pó, dotada de falhas, marcada pela natureza caída, circunscrita no círculo da vaidade da vida. A problematização da existência do homem na terra é marcada pela eternidade como pano de fundo no processo de dramatização definindo um ponto de significado num caos de significados. O escritor perpassa por horizontes terrestres e verticais dando tonalidades pessimistas e esperançosas discutindo sobre a brevidade da vida, e o grande problema da existência alienada de Deus, vivenciada num círculo céptico.

O Pregador traz para a discussão no capítulo primeiro do livro a fragilidade do secularismo e as implicações históricas para o homem. Aqui, Deus é ocultado do debate como parte da dramatização da experiência do Pregador em tratar a existência da redoma humana sobre tudo que faz sem referência de fé e eternidade. Ao iniciar a explanação com a afirmação de que “tudo é vaidade”, (Eclesiastes 1.2), usando o superlativo hebraico “hebel”, o escritor fala da vida do homem em todas as suas ações marcada por alegrias nada substanciais, destinadas a evaporarem, findando as maiores satisfações em meros vácuos na alma. O Pregador não deixa um lapso de exceção, descreve a sujeição à vaidade (a corrida pela brevidade das coisas) em todo o processo da existência humana, em seus empreendimentos na vida, com um cenário em que Deus é desconsiderado; não visto como fundamento da satisfação, as confianças humanas são lançadas num vazio existencial.

Ao trazer a pergunta sobre o “proveito” de todo o trabalho humano para a discussão (Eclesiastes 1.3), o Pregador aborda as consequências da vida direcionada unicamente à perspectivas terrenas, de esforços emocionais, mentais, vigorosos e os labores envolvidos nas atividades do homem, marcando-os sob o prisma da miserabilidade e futilidade, em que não há proveito, ausência de lucro, no sentido em que a confiança nos esforços humanos em busca de satisfações, fossem pagos aos mesmos tudo quanto diga respeito aos seus planos e esforços. Ao contrário, por serem circunscrito no reino da vaidade, limitam-se às angústias da existência debaixo do sol.

Quando as realidades da eterna mesmice são exploradas, a tonalidade pessimista empregada no discurso traz à tona o grande contraste da vida alienada de Deus. O pregador fala de ‘gerações que vai e vem, e da terra que permanece para sempre’ (Eclesiastes 1.4), utilizando os particípios hebraicos para expressar o constante movimento da existência humana vivenciada em círculos repetitivos num cenário de aparente permanência da realidade terrena, agravado pelo incansável círculo de frivolidades e vaidades.

A trajetória humana é marcada com o caminho da vida propositada em direção a Deus. Esse processo abaliza a existência e experiência do homem sob significados e esperança eterna, expressando uma vida em circuito aberto debaixo do sol. O pano de fundo que é a eternidade trabalhada no discurso do livro, enfatiza que à parte de Deus, resta apenas um circuito fechado na história do homem, que dissolve sua existência sob o prisma secular, e nela, deposita o início e o fim do processo de realidade. Isso faz com que o que realizou e o que realizará, nunca sejam uma novidade no seu nicho fechado. O Pregador fala sobre a filosofia secular; como uma perspectiva enraizada no homem em direção a si mesmo; se não há perspectivas verticais, o horizonte terrestre não produzirá o que realmente é novo, por isso, “nada há, pois, novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1.9).

O Pregador trabalhou o seu discurso nos primeiros versículos do livro explanando o seu olhar no campo horizontal, em que satisfações permanentes é exaurida pelo o fim das coisas em si. O Reino de Deus é a origem do que realmente é novo para a história da vida humana. À luz dessa fonte, toda perspectiva do homem muda, quando confrontado com a realidade da vida que é a morte, tornando a breve existência terrena, em tudo que fez e fará, com significados oriundos do fato que, a realidade que o cerca é um sopro na trajetória do tempo, e que o aproveitamento do tempo e o sentido da vida, estão intimamente ligados a Deus.




As postagens são de inteira responsabilidade dos autores e as opiniões nelas expressas não refletem, necessariamente, a opinião dos outros colunistas bem como do Corpo Editorial do Blog

domingo, 17 de setembro de 2017

Lutando contra o abatimento


Por Karoline Evangelista
Baseado no capítulo 7 do livro “Lutando contra a incredulidade” do John Piper


“A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre” (Sl 73:26).


Complexo abatimento, que triste é o seu som, soando de um coração cristão, cujos olhos revelam a desarmonia interior. Não se limita à depressão e não é uma simples melancolia temporária, decorrente de um dia ruim. Quanto a depressão, há pessoas que possuem certa predisposição, seja devido a causas genéticas, fatiga ou outras questões de ordem fisiológica, e mesmo, depois de convertidas, elas precisarão lutar contra esse mal. Não é possível dividir o homem de forma a separar o físico do espiritual; sejam quais forem as causas do abatimento, a arma que provoca rendição à tal estado é a incredulidade na graça futura. É preciso erguer-se e lutar! Mas como? O abatimento é um gelo que esfria a alma, queima a pele, e adormece o vigor, é como o céu cinza da poluição, que embaça a visão e dificulta a respiração, é uma sombra negra ou um fantasma branco, odeia cores e ama algemas.

Davi enfrentou o abatimento: “Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim?” (Sl 42.11a). Ele não se rendeu, mas estendeu a sua espada: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus” (Sl 42.11b). Davi negou dar ouvidos ao seu eu abatido, ele pregou à sua alma, criticou seus pensamentos, fê-los assentar e ouvir a Palavra de Deus.

Jesus enfrentou o abatimento: “A minha alma está cheia de tristeza até a morte” (Mt 26.38). Ele lutou, utilizando algumas armas, a saber: pediu a companhia de seus amigos mais chegados (cf. Mt 26.37), expôs a eles a sua dor (cf. v. 38), pediu intercessão (cf. v. 38), orou ao Pai (cf. v. 39), descansou na soberana vontade de Deus (cf. v. 39). O autor aos Hebreus nos afirma que: Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus” (Hb 12.2).

Como enfrentamos o abatimento? Os livros de autoajuda flutuam sobre a superfície, não alcançam a profundidade da alma, no máximo massageiam o ego com suas plumas. Precisamos pôr de joelhos, o nosso eu, diante da Palavra de Deus e a fé nas Suas promessas fortalecerá os nossos corações. Há uma paz plena e eterna, há uma glória futura, há esperança! Em Deus, que é a nossa herança, “há fartura de alegrias e delícias perpetuamente” (Sl. 16.11). Certamente, a fé na graça futura nos concederá um prelúdio do supremo prazer celestial.

Sejam felizes, em Cristo!




As postagens são de inteira responsabilidade dos autores e as opiniões nelas expressas não refletem, necessariamente, a opinião dos outros colunistas bem como do Corpo Editorial do Blog

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Garoto australiano de 12 anos “muda de sexo” e se arrepende dois anos depois

Com apenas 12 anos de idade, Patrick Mitchell implorou a sua mãe para dar início aos tratamentos hormonais depois que os médicos o diagnosticaram com disforia de gênero – uma condição em que uma pessoa experimenta sofrimento porque há uma incompatibilidade entre seu sexo biológico e sua identidade de gênero.

"Você deseja mudar tudo sobre você, você vê qualquer garota e diz que seria capaz de matar para ficar daquele jeito", disse Mitchell ao site '60 Minutes' sobre o que sentia na época em que quis mudar de sexo.

Depois de receber o conselho de profissionais que sugeriram que era uma escolha certa, Mitchell começou a transição e recebeu total apoio de sua mãe.

Ele deixou o cabelo crescer e começou a tomar os hormônios, o que fez com que seus seios logo se desenvolvessem. Porém, dois anos depois, Mitchell passou a questionar se havia feito a escolha correta.

A crise se acentuou no início de 2017, quando os professores de sua escola começaram a se referir a ele como uma menina.

"Comecei a perceber que estava realmente confortável no meu corpo. Todos os dias eu me senti melhor ", disse ele ao Now To Love.

Como resultado, Mitchell confiou procurou a sua mãe e explicou que queria reverter o processo.

"Ele me olhou nos olhos e disse: ‘Não tenho certeza de que eu sou uma menina’", afirmou sua mãe.

Agora, em uma tentativa de voltar ao seu corpo original, ele parou de tomar sua medicação e está prestes a ter uma operação para remover o excesso de tecido mamário que será o estágio final de sua transição.


Com informações Independent.co.uk