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Jesus Cristo

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz".

O Leão da Tribo de Judá

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade".

Cristo, o Salvador

"Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".

Novo projeto em andamento

"Em breve estaremos lançando nosso primeiro podcast! Aguardem as novidades e ajude-nos divulgando".

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Bate-Papo Especial Sobre a Reforma Protestante

O Bate-papo foi realizado pelo site "Voltemos ao Evangelho, em comemoração ao Dia da Reforma Protestante. No diálogo estiveram, "Jonas Madureira, Tiago Santos e Franklin Ferreira". A conversa girou em torno de três temáticas: O que foi a Reforma, a Reforma nos dias atuais, e uma série de perguntas e respostas sobre o assunto. Os temas foram divididos em três blocos de vídeos. É um bate-papo informal e bastante enriquecedor no que concerne a história do evento, explanado num diálogo casual e bem proveitoso. Veja os Vídeos.







                                                            (Bloco 1 - O que foi a Reforma)

                                                    (Bloco 2 - A Reforma nos dias atuais)

                                                         (Bloco 3 - Perguntas e Respostas)



 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Crise econômica afeta arrecadação e igrejas começam a reduzir investimentos em televisão



O momento de retração da economia brasileira, com altos índices de desemprego, tem afetado também as igrejas neopentecostais que apostam na TV para atrair fiéis. Com menos arrecadação de ofertas, dízimos e carnês, essas denominações começam a perder espaço nos meios de comunicação.

O jornalista Ricardo Feltrin, do portal Uol, revelou alguns detalhes dos bastidores das emissoras de TV que alugam espaços de suas grades de programação para denominações como a Mundial do Poder de Deus e Plenitude do Trono de Deus, dos autointitulados “apóstolos” Valdemiro Santiago e Agenor Duque.

“A Igreja da Plenitude, do evangélico Agenor Duque, acaba de ficar fora do ar por uma semana no canal RBI, devido à falta de pagamento. Já a Igreja Mundial de Valdemiro Santiago, vem ‘penando’: perdeu praticamente todos os horários que comprava na RedeTV! – também por atraso no pagamento – e agora mal consegue manter sua emissora na TV fechada (Rede Mundial)”, comentou Feltrin.

A guerra entre as denominações pelo “mercado” de fiéis neopentecostais, no entanto, se mantém acirrada, de acordo com Feltrin: “Ainda assim, logo que viu a crise do rival Duque, no final de fevereiro, Valdemiro tentou abocanhar o horário vago na RBI, mas a empreitada não vingou muito. A Mundial tem perdido fiéis principalmente para a Plenitude”.

As estratégias para reverter a perda de arrecadação envolvem “campanhas e desafios”, que vêm acompanhados de carnês de valores que variam entre centenas e milhares de reais. “Estima-se que a Mundial tenha ao menos R$ 11 milhões mensais fixos em aluguéis de horários em TVs, rádios e aluguel de templos. Aliás, há inúmeros casos de aluguel atrasados na Mundial país afora”, acrescentou o jornalista.

Outro que enfrenta os efeitos da crise econômica é o pastor Silas Malafaia, que anunciou ter uma dívida de R$ 1,8 milhão e, como consequência, precisou cancelar o contrato que mantinha com a RedeTV! Para exibição do programa Vitória em Cristo nas manhãs de sábado da emissora.

 Fonte: Gospel Mais

sábado, 23 de julho de 2016

Homem e Mulher, Iguais ou Complementares?

                                                                                                                          Por Karoline Evangelista


  Nos dias da criação, Deus observou a sua obra e viu que tudo era bom. Ao criar o homem e observá-lo sozinho, “Disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Gn 2.18), “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27). O primeiro homem, Adão, desfrutava da presença de Deus (ser superior) e contava com a companhia de animais (seres inferiores), porém  Deus reconheceu que o homem precisava de alguém para relacionar-se de igual para igual.

Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne (Gn 2.21-24).

Esses relatos esclarecem o fato de que o homem e a mulher foram criados igualmente à imagem de Deus (cf. Gn 1.27). Ambos possuem o mesmo valor diante do Criador. Não há diferenças entre os sexos no que concerne a pessoalidade e importância. Como afirma o apóstolo Paulo: “nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus (1 Co 11.11-12). Os dois são dignos do mesmo respeito.
A profecia de Joel cumprida no Pentecostes (cf. Atos 2.17-18) alcança homens e mulheres, sem distinção. Na união com Cristo não há discriminação, como disse Paulo aos gálatas: "Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo".(Gl 3.28).
Deus ama homens e mulheres de forma igualitária. Nesse contexto, podemos inferir que homens e mulheres são iguais em sua humanidade. Porém há diferenças entre eles que os tornam complementares. As diferenças dizem respeito aos seus papéis. Deus delegou diferentes funções a eles dentro do casamento. Eis o texto de Paulo aos efésios que trás esse precioso ensino:

Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido (Ef 5.22-33).

  A diferença de papéis é claramente explicada usando como analogia a relação entre a Trindade e a liderança masculina no casamento. Sabemos que entre os membros da Trindade sempre houve igualdade de importância, pessoalidade e divindade por toda a eternidade. Mas sempre houve também diferenças de papéis entre os membros da Trindade. O teólogo Wayne Grudem explica: “Assim como Deus Pai tem autoridade sobre o Filho, embora os dois sejam iguais em divindade, também no casamento o marido tem autoridade sobre a mulher, embora sejam iguais em pessoalidade”.¹
São iguais em essência e importância, porém possuem papéis diferentes; na Teologia é chamado de Economia da Trindade, referindo-se a organização entre as diferentes pessoas da Trindade que são um só Deus. No casamento também deve haver organização de funções para que nenhum seja sobrecarregado e venha a sofrer em decorrência da desobediência a essa organização sabiamente estabelecida pelo Criador. O pastor Augustus Nicodemus escreveu algo que certamente retrata a verdade e resolve a questão: “Quando marido e mulher assumem essas duas posturas, o fardo desses deveres torna-se leve, pois é fácil amar quem se submete e é fácil se submeter a quem nos ama”.²
Homens e mulheres são iguais como pessoa e complementares em seus papéis. Os homens que usam argumentos bíblicos, de forma errônea, para tratar as mulheres de forma inferior, cometem pecado, assim como as mulheres que lutam por uma posição de autoridade sobre os homens, com a finalidade de satisfazerem o ego. Ambas as atitudes refletem uma preocupação ímpia motivada por orgulho insano e maligno. Precisamos uns dos outros e isso é maravilhoso.

Notas:

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999, p. 378.¹
NICODEMUS, Augustus. A supremacia e a suficiência de Cristo. São Paulo: Vida Nova, 2013.²


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sábado, 25 de junho de 2016

Uma análise sobre o Movimento Celular

Por Rogério de Sá

Existem divergências acerca de quem foi o fundador do método de Igrejas em células. Alguns dizem que foi o pastor Colombiano César Catellanos, o criador do movimento G12, outros que foi Juan Carlos Ortiz da Argentina, e existem aqueles que atribuem ao coreano Paul Yonggi Cho, o pastor da maior igreja do mundo. Independente de quem o tenha criado, é fato que muitas igrejas nos nossos dias têm adotado esse modelo sob a justificativa de que é um método de crescimento e de maior propagação do evangelho. Iremos analisar a luz das Escrituras se o fundamento para o modelo celular é bíblico ou se é um método humanista secularizado.
Em primeiro lugar vamos analisar a base bíblica utilizada pelos defensores do movimento celular. Freqüentemente Atos 2.46 é usado como fundamento para esse movimento.

Diariamente, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração,
Também Atos 5.45:

E, todos os dias no templo, bem como de casa em casa, não deixavam de pregar e ensinar que Jesus Cristo é o Messias.

Paulo e os apóstolos se reuniam de casa em casa como visto nestes versículos, porém o método apostólico que fez a igreja se multiplicar no primeiro século foi unicamente a pregação do Evangelho no templo, nas sinagogas para grandes multidões e em grandes concentrações e não em reuniões em lares. Foi em frente ao Pórtico de Salomão após curar um aleijado que Pedro discursou para uma multidão que ouvia atentamente a cerca de Cristo. Atos 5:12 diz que era nesse mesmo pórtico que o povo se reunia para ouvir os apóstolos e onde sinais e maravilhas eram realizados entre eles. Quando os apóstolos foram presos a mando do sumo sacerdote, a instrução do anjo que os libertou no cárcere foi: “Ide, apresentai-vos no templo e anunciai às multidões todas as palavras da Salvação!” Quando Saulo de Tarso se dirigiu ao sumo sacerdote com a intenção de prender os cristãos, pediu que ele enviasse cartas para as sinagogas de Damasco avisando que se houvessem seguidores do Caminho, ele, Saulo, estaria autorizado a levá-los presos para Jerusalém. Mais tarde, já convertido, agora Paulo iniciava o seu ministério anunciando a Jesus nas sinagogas, Atos 9.20. Em Atos 11:26, é na Igreja de Antioquia que Paulo e Barnabé se reuniam ensinando a muita gente. Foi naquela igreja que o Espírito Santo os enviou na sua primeira viagem missionária e onde na sua primeira parada em Salamina eles proclamaram a Palavra de Deus nas sinagogas judaicas. Em Antioquia da Psidia foi na sinagoga que eles anunciaram o Evangelho diante de todos que ali se encontravam. Muitos dos judeus devotos e convertidos ao judaísmo passaram a seguir a Paulo e a Barnabé sendo por eles evangelizados. No sábado seguinte nessa mesma sinagoga o texto de Atos 13.44 nos diz que quase toda a população da cidade se reuniu para ouvir a Palavra de Deus. Em Icônio, Paulo e Barnabé pregaram na sinagoga conforme costumavam fazer e uma numerosa multidão de judeus e gentios vieram a crer. O mesmo se deu em Tessalônica. As Escrituras dizem que era hábito dos apóstolos anunciar o Evangelho nas sinagogas. Atos 18:4 novamente nos mostra Paulo na sinagoga anunciando a Cristo na cidade de Corinto, fazendo isso todos os sábados em que esteve ali. Atos 18:19,26; 19.28; 19:9;
Podemos ver que o método apostólico de pregação do Evangelho era entre as multidões e grandes concentrações nos templos e nas sinagogas, logo o argumento de que o modelo celular é com base no modelo apostólico na igreja primitiva não se sustenta.
O método celular prega que o local as circunstâncias e acima de tudo a persuasão humana são os elementos centrais. Assim como o corpo a corpo e a criação de laços sociais são necessários para que seja pregado o Evangelho. As reuniões sempre iniciadas por “quebra-gelos”, compartilhar de vivências, regadas a guloseimas onde a ordem é tratar em primeira mão de assuntos não religiosos para ganharem a confiança das pessoas.
“... Eles precisam montar um grupo de amizade ou de interesse para reunirem-se semanalmente com esses incrédulos, para tratarem de assuntos não religiosos. Enquanto isso, devem observar o grau de interesse desses incrédulos por coisas espirituais”. (Ralph Neighbour-Manual do Líder de Célula, p.39,41). 
O método apostólico continha a pregação e nada mais.
“No Novo Testamento nunca se ouve falar do método ‘quebra-gelo’ antes da pregação de Pedro, nem do método de se tomar refrescos depois da pregação de Paulo, nem tampouco se ouve falar no livro de Atos que os apóstolos fizeram reuniões em lares que consistiam de uma mistura de lazer somado a uma caricatura de culto com participação de pagãos”. (Rev. Moisés C. Bezerril)
Um segundo ponto que gostaria de chamar a atenção é que a visão da igreja em células segundo os seus fundadores seria uma nova visão dada por Deus.  Castellanos havia recebido uma visão de Deus para criar o sistema das células baseado nos 12 discípulos de Cristo e que assim o número de convertidos que ele iria pastorear era maior que as estrelas do céu e os grãos de areia do mar. Joel Comiskey, um dos adeptos desse movimento, disse que Deus começou a falar com ele, dizendo-lhe que ele tinha de começar um ministério em células.  Falando sobre esses novos movimentos e novas visões, Paul Washer diz que: “a maioria desses movimentos sempre tem como base uma nova revelação de Deus, rejeitam o velho, dizem que aquilo que é velho não é bíblico”. Como assim? O que seria mais bíblico do que o fundamento dos apóstolos que lançaram as bases da Igreja da qual Cristo é a pedra angular?!
Existe muito a se falar sobre esse vasto assunto, porém algumas conclusões que podemos tirar é que existem grandes falhas na eclesiologia desse movimento, carecendo de fundamento bíblico para se sustentar. Existe muito misticismo envolvido na criação dessa “nova visão”. Apresenta-se como um modelo pragmático e secularizado que atribui o sucesso ou o fracasso das células a persuasão e habilidades humanas. Eles afirmam que a igreja em células é um retorno a comunidade cristã de base, descrita no Novo Testamento. Porém não há como provar que a Igreja neotestamentária era uma célula, na verdade não há no NT nenhuma estrutura parecida com o movimento celular. 
Que nós continuemos firmes aos nossos fundamentos alicerçados na Rocha que é Cristo rejeitando a todas as novidades e invencionices humanas. Sendo assim membros de um só corpo do qual Cristo é a cabeça agora e para sempre. Amém.

Referências:

§  Manual do Lider de Celula, de Ralph W Neighbour Jr.
§  Crescimento Explosivo Da Igreja Em Células, de Joel Comiskey
§  Treinamento Evangelístico com Paul Washer (Tema 1) "Arrependimento"
https://www.youtube.com/watch?v=JJsKTft5ELY
§  Igreja em Células: Uma Ameaça à Eclesiologia Reformada e ao Pastorado Apostólico, por Rev. Moisés C. Bezerril.

domingo, 15 de maio de 2016

A loucura da graça




Por Karoline Evangelista

Quando desejamos algo, buscamos. E para possuirmos, pagamos.
Ao fazermos um “favor” para alguém, ouvimos a declaração: “Obrigado”.
Obrigado este alguém ficou a devolver-nos o “favor”, mesmo que digamos: “de nada”.
Se amarmos, queremos ser amados.
Se fizermos o bem, esperamos ser recompensados.
Se recebermos ingratidão e desamor, guardaremos rancor.
É o natural. Tudo isso parece moral.
É recorrente ouvir: “Ame a si mesmo antes de amar ao próximo”.
Tudo isso faz da palavra graça nada além de uma utopia.
Afinal a avó já dizia: “Preste atenção, meu filho, nada na vida é de graça”.
Quando então nos surpreendemos com o texto sagrado:
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef. 2.8). 
Não oferecemos festa e nem possuímos nenhuma condição de recompensar o Criador, mas este Deus Todo Poderoso nos presenteou com o seu amor quando ainda éramos pecadores (cf. Rm 5.8). A loucura da graça! É o que o apóstolo Paulo afirma: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1Co 1.18). Como harmonizar o mundo natural com uma graça sobrenatural? Paulo escrevendo aos coríntios esclarece:

“Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. (...) Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.12,14). 

Somente através da obra do Espírito Santo um peregrino nesta terra estranhamente normal, onde se paga para nascer, viver e morrer; conseguirá aceitar que a Salvação é pela graça e que não há absolutamente nada que se possa fazer para merecer. Simplesmente não merecemos, mas recebemos. E com a salvação, uma vida de contínua transformação, uma vida de fato viva, em um aspecto eternamente superior e pleno. Somente os que receberam essa nova vida podem declarar como o apóstolo Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim (Gl 2.20).  Você não merece; seus méritos não alcançam; você não pode; você não tem, mas você precisa; você depende do favor de outrem. Você quer? Você crê? “Quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida” (Ap 22.17). 


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quinta-feira, 28 de abril de 2016

POR QUE QUATRO EVANGELHOS? (Resumo)


A.   W. PINK, Por que quatro Evangelhos? Tradução Helio Kirchheim.
Disponível em http://monergismo.com/arthur-pink/por-que-quatro-evangelhos

Quatro Evangelhos foram inspirados por Deus para apresentar à humanidade o único Salvador. Quem nunca se perguntou o porquê de quatro Evangelhos? Será que um só não bastaria? Quais são as diferenças entre eles? A. W. Pink responde de maneira objetiva, clara e até mesmo emocionante no seu livro “Por que quatro Evangelhos?”. O autor aponta que cada livro focaliza um ângulo peculiar, de maneira perfeita, nos proporcionando visões privilegiadas da beleza de Cristo. Sua majestade, seu serviço, sua humanidade e sua divindade nos são reveladas nesses sagrados quatro Evangelhos escritos por homens apropriadamente selecionados por Deus e dirigidos pelo Espírito Santo. No primeiro capítulo, o autor descreve que o Evangelho de Mateus inicia o Novo Testamento trazendo luz ao mistério escondido no Antigo Testamento, proclamando que “é chegado o reino dos céus” (cf. 3.2; 4.17; 10.7; 12.28). O Messias prometido, O Rei de Israel, O Salvador do Seu povo. Eis a promessa cumprida! Eis Jesus Cristo, o Filho de Davi! É nesse prisma que o Evangelho de Mateus apresenta Jesus. É devidamente neste Evangelho que lemos o “Sermão do Monte”, discurso que evidencia a autoridade do Rei Jesus (cf.7.28,29). O mesmo põe em destaque a adoração dos súditos do Rei, ao mencionar dez episódios em que Ele é adorado (cf. 2.2,8,11; 8.2; 9.18; 14.33; 15.25; 20.20; 28.9,17). E é o único que descreve o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, assentado no trono da sua glória exercendo o grande julgamento sobre todas as nações. Mateus enfatiza: “então, dirá o Rei” e prossegue o relato mencionando sempre Cristo como “O Rei” (cf. 25.31-41). No segundo capítulo, Pink relata que o Evangelho de Marcos apresenta Cristo como o Servo Perfeito. É precisamente ao observar este Evangelho que os obreiros cristãos são plenamente constrangidos pela perfeição do serviço de Cristo. Durante todo o livro se evidencia a constante atividade de Jesus ao lermos: “E logo”, “Depois”, “E”, “De novo”, e termos afins que se repetem muito ao longo das narrações e claramente demonstram o serviço contínuo de Jesus, o caráter urgente de sua missão e a sua prontidão no servir. O toque e o doce olhar atencioso de Jesus são frequentemente mencionados. Este Evangelho contempla no serviço de Jesus a presença de ternura, amor, organização, dedicação, oração, auto sacrifício e a ausência de ostentação. Glorificado seja o Espírito Santo por inspirar Marcos e levar-nos a descer e mergulhar em lágrimas ao nos revelar a impactante humildade, a perfeição do serviço, a ternura do toque e a doçura do olhar do nosso Redentor. No terceiro capítulo, o autor descreve que o Evangelho de Lucas trata de revelar o Perfeito Homem. A manifestação de Deus em carne. Nascido de uma virgem e de vida inculpável. Lucas relata que o Filho do Homem foi rejeitado desde o momento em que “não havia lugar na hospedaria” para o seu nascimento. Neste Evangelho é registrada a genealogia pessoal do Filho do Homem. Somente Lucas relata a história do bom samaritano, na qual a depravação da natureza humana decaída é exposta em contraste com a perfeita humanidade de Jesus. Este Evangelho evidencia a compaixão de Jesus pelos que sofrem. É também neste Evangelho que se menciona, com frequência, Cristo fazendo refeições, constantemente orando e também é o que descreve com mais riqueza de detalhes os momentos de agonia no Getsêmani. Apenas Lucas expõe o Salvador comendo após a sua gloriosa ressurreição. O Filho do Homem é o nosso ideal Representante nos céus. No quarto e ultimo capítulo, Pink expressa que o Evangelho de João trás consigo provas irrefutáveis da Divindade de Cristo, quando nos revela, Jesus habitando com Deus desde a eternidade, criando todas as coisas, afirmando ter poder sobre a vida e a morte,... Ao longo de todo o livro lemos declarações impactantes de Jesus atestando a Sua Divindade. Também lemos a explícita declaração de Tomé: “Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!” (20.28). As reivindicações de Divindade feitas por Jesus ficaram tão claras para os incrédulos, que por muitas vezes atentaram contra a vida de Jesus com a acusação de que o mesmo blasfemava ao testemunhar sua igualdade com o Pai. Não conseguiram mata-lo antes do tempo determinado porque Ele é o Dono da Vida, Aquele que tem autoridade para “a entregar e também para reavê-la” (cf. 10.17,18). Ao observarmos as belezas peculiares de cada Evangelho, resta-nos sermos gratos a Deus por sua perfeita revelação.

Por: Karoline Evangelista / Revisão: Prof. Caio Ferreira


domingo, 24 de abril de 2016

VÍDEO: Judeus voltam a fazer sacrifícios de animais depois de 2000 anos

O Templo Judaico foi destruído pelo exército romano em 70 d.C. Desde então, os judeus cessaram os sacrifícios de animais. Embora a tradição continue entre os samaritanos, o sangue é derramado sobre o monte Gerizim e não segue rigorosamente a tradição bíblica.
Em 2016, pela primeira vez em quase dois milênios, cordeiros de um ano foram sacrificados ao ar livre por homens que preenchem as condições para serem os novos levitas e sacerdotes.
Embora o Terceiro Templo não esteja de pé, os membros do Instituto do Templo conseguiram reunir cerca de 400 pessoas para uma "cerimônia modelo" no cume do Monte das Oliveiras. Entre os convidados se encontravam políticos e líderes religiosos que expressaram a esperança de que a mesquita em breve será removida do cume do Monte do Templo.
O político Arieh King disse que espera que Jerusalém em breve estará livre do que ele chamou "uma abominação". Ao mesmo tempo, o rabino Yisrael Ariel, um dos líderes do Instituto do Templo explica que o evento foi uma "preparação" para quando o Monte Moriá será "limpo e consagrado" e o templo será reconstruído.
A cerimônia ocorreu no dia 18 deste mês depois de vários antigos rituais prescritos pela lei da Torá, incluindo o sacrifício de um cordeiro por sacerdotes Cohanim (descendentes de Arão), a aspersão do sangue, a queima da gordura e outras partes do cordeiro, serem oferecidos em sacrifício sobre um altar. Os levitas também tocaram as trombetas de prata. A localização do sacrifício cerimonial era a Yeshiva Beit Orot, de onde se pode ver todo o Monte do Templo.
De acordo com o calendário judaico, que é lunar e segue os tempos estabelecidos por Deus na Páscoa do Antigo Testamento (Festa de Pessach), começa ao pôr do sol da sexta-feira, 22 de abril e vai até a noite do sábado (30).
O rabino Ariel lendo as passagens do Talmude relativas ao Monte do Templo explicou que esta é mais uma prova das cerimônias que serão realizadas no novo templo e que em breve estará pronto.
Os organizadores dizem que eles queriam oferecer uma autêntica experiência judaica "com os cheiros, os sons e as cores que foram perdidas há 2000 anos." O objetivo final era "despertar nas pessoas o desejo de renovar este ritual do templo em nossos dias."
O rabino Shmuel Eliyahu, um importante líder judeu, sublinhou que "todos os judeus praticantes estão orando por ele três vezes por dia durante os últimos 2.000 anos." Ele estava feliz em ver as orações cantadas com acompanhamento musical após o sacrifício do animal, enquanto os Cohanim usavam as peças cerimoniais que estão prontas para serem usadas quando o Terceiro Templo for construído.
Esta é a segunda demonstração feita neste ano de como os sacrifícios funcionam. No início de março, três membros do Sinédrio abriram as comemorações da chegada do mês bíblico de Adar, acompanhados de uma reconstrução do serviço do Templo.
Esta verdadeira lição do Velho Testamento se refere mais que recordar um hábito. Ela mostra como os preparativos para o novo templo são reais. Ao visualizar tudo em público, também ajuda a acostumar os habitantes de Jerusalém à ideia de que já existe uma nova classe sacerdotal.
Nos últimos anos, outros grupos de judeus ortodoxos fizeram sacrifícios em frente ao Monte do Templo em Jerusalém, tentando seguir o ritual descrito nos livros de Moisés, mas não tão detalhados como o Instituto do Templo. Eles chamam isso de "ensaio profético".
Para evitar conflitos com os muçulmanos, o governo israelense não incentivou a prática e tem detido alguns ativistas por fazê-la.

Com informações NoticiaCristiana.com

Confira o vídeo: